MP pede pena de 30 anos a Hildebrando por crime da motosserra
O Ministério Público pediu nesta quarta-feira, durante a sustentação de acusação no julgamento do caso que ficou conhecido como "crime da motosserra", pena máxima de 30 anos de prisão para o ex-deputado Hildebrando Pascoal e os outros dois réus: Adão Libório e Alex Barros.
De acordo com o Ministério Público, o ex-deputado Hildebrando Pascoal matou Agílson Santos, o Baiano, amputando-lhe os braços, pernas e genitália com uma motosserra, em 1996. Hildebrando também teria torturado a vítima, perfurando seus olhos e cravando um prego na sua testa. Seus restos mortais teriam sido jogados em uma avenida de Rio Branco.
O filho de Baiano também foi morto. O crime teria acontecido porque a vítima foi cúmplice do assassinato do irmão de Hildebrando, Itamar Pascoal.
O julgamento de três dos sete acusados do crime entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira. Os promotores de Justiça Álvaro Pereira, Leandro Portela e Rodrigo Curti também pediram que Hildebrando pague indenização de R$ 500 mil à família da vítima.
Ontem, Hildebrando tentou convencer os jurados da sua inocência, afirmando que não conhecia Baiano. Ele disse ser vítima de uma armação por parte de seus adversários.