Romário quer diminuir pensão de R$ 18 mil paga aos filhos
Os próximos rounds da briga judicial entre o ex-jogador Romário e a ex-mulher Mônica Santoro prometem ser quentes. O pano de fundo do embate é o processo da partilha de bens que faz com que os dois ainda não estejam divorciados legalmente - eles se separaram em 1995. Outro ingrediente explosivo na disputa é a intenção que Romário tem de reduzir ainda mais a pensão alimentícia paga mensalmente aos filhos Romarinho e Moniquinha.
Por enquanto, o patrimônio do ex-jogador está sendo avaliado na Justiça. Na declaração de renda de 2007, R$ 3 milhões em imóveis e carros estavam de posse de Romário. Mas advogados de defesa de Mônica alegam que o craque transferiu propriedades para empresas e para a atual mulher, Isabela Bittencourt. Mais de R$ 1 milhão em bens foram colocados no nome dela - inclusive o jipe Hummer de R$ 400 mil, como o jornal O Dia noticiou sábado, e que já tem comunicação de venda para concessionária.
Mônica exige na Justiça parte de vários bens, como dois terrenos no Recreio, prédio em Vista Alegre e três apartamentos na Barra da Tijuca, um deles a cobertura onde Romário vive hoje e que vai a leilão terça-feira, em virtude de dívidas do ex-craque.
Romário estuda o melhor momento para entrar na Justiça contra o valor de R$ 18 mil mensais pago aos filhos. Seria a segunda vez que o ex-jogador tentaria diminuir a parcela, que já foi de R$ 40 mil por mês, fora gastos com plano de saúde. Em 2005, Romário pediu a redução após a polícia descobrir que o irmão de Mônica, Marcelo Santoro, levou Romarinho para conhecer o bandido Erismar Rodrigues Moreira, o Bem-Te-Vi, então chefe do tráfico de drogas na Rocinha.
Além disso, no processo referente ao pagamento de Imposto de Renda devido pelos filhos, o ex-jogador acusa a ex-mulher de usar o dinheiro da pensão com cirurgias plásticas e compras de roupas e sapatos.
Até agora, sem ter quem coloque no papel denúncias consistentes sobre o jogo de azar chamado Pirâmide, relatos informais e Disque-Denúncia são os instrumentos de investigação da 24ª DP (Piedade) e da Delegacia de Defraudações. A polícia quer saber detalhes do esquema financeiro que pode ter lesado centenas de pessoas, como o ex-jogador Romário.
Inicialmente, o delegado Sérgio Lomba considerava o fim do jogo a única linha de investigação para a morte de Glauber de Jesus Matos Nascimento, em janeiro, na Abolição. Neta quarta-feira, ele admitiu que o homicídio pode estar ligado a outro fato: a guerra por caça-níqueis na região. Mesmo assim, a polícia ainda procura Jorge Alexandre Tavares, que seria o cabeça e devedor na Pirâmide. Ontem, policiais não o encontraram em endereço na Barra. Ele já estaria fora do Rio de Janeiro.