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Política

Aliados de Bolsonaro tentam ligar denúncia da PGR a desempenho do ex-presidente nas pesquisas

Deputados bolsonaristas dizem que acusação contra o ex-presidente é 'cortina de fumaça' e ocorre no mesmo dia em que pesquisa aponta vantagem sobre Lula em 2026

18 fev 2025 - 23h06
(atualizado às 23h27)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) têm difundido a narrativa de que a denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-mandatário é uma reação ao seu desempenho nas pesquisas de intenção de voto para a eleição de 2026.

Gonet concluiu que Bolsonaro não só sabia do plano golpista, mas também liderou as articulações para executá-lo. Se condenado, o ex-presidente pode pegar mais de 43 anos de prisão. A denúncia já estava prevista para antes do Carnaval.

"Coincidência interessante o maior líder de direita do Brasil estar sendo indiciado pela PGR no mesmo dia em que seu nome desponta na preferência do eleitorado para as eleições presidenciais de 2026?, afirma o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP).

O parlamentar se refere ao levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira, 18, e contratado pelo PL, que mostra Bolsonaro numericamente à frente de Lula (PT) em um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, o ex-presidente teria 45,1% dos votos, contra 40,2% de Lula. Brancos e nulos somam 10,7%, e 4% não souberam responder. Bolsonaro, no entanto, está inelegível até 2030.

Coimbra diz que o indiciamento é baseado em provas "confusas" e em depoimentos "contraditórios" e aponta uma suposta perseguição ao ex-presidente por razões eleitorais.

"Que a Justiça não seja seletiva ou tenha viés eleitoral. Ela não pode ser usada como instrumento da oposição para tirar do jogo alguém indiscutivelmente competitivo nas urnas", afirmou o deputado.

Também aliada de Bolsonaro, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) reforça a tese de que a denúncia tem motivação política e ocorre justamente no dia em que uma pesquisa aponta o ex-presidente à frente de Lula em 2026.

"Os brasileiros estão acompanhando toda a narrativa que se formou em torno de Jair Bolsonaro, maior líder da direita de nosso País. Pesquisas mostraram hoje, justamente hoje, que o ex-presidente venceria o atual, Lula, do PT, se a eleição fosse agora", diz a deputada, que continua: "O Brasil está estagnado, a economia vai de mal a pior, e os alimentos não param de subir nas prateleiras dos supermercados. O governo federal não faz absolutamente nada sobre isso, mas insiste em culpar e perseguir Bolsonaro? Parece que é a única pauta que importa para a União é Jair Bolsonaro. Quero continuar acreditando na Justiça - aquela que não pune sem provas, que não tem ideologia e que persegue a verdade, e não pessoas".

O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) classificou a acusação como uma "mera cortina de fumaça" para desviar a atenção do crescimento de Bolsonaro nas pesquisas.

Estadão
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