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Política

Braga Netto recebe líder do PL na prisão e parabeniza deputado por articulação pela anistia

Sóstenes Cavalcante foi a primeira pessoa fora da família a visitar ex-ministro na prisão; no encontro, ele rezou o Pai-Nosso e deu um livro de autoajuda para Braga Netto

16 abr 2025 - 20h28
(atualizado em 16/4/2025 às 14h28)
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BRASÍLIA - O ex-ministro da Defesa general Walter Braga Netto, preso desde o dia 14 de dezembro por suposta obstrução de justiça no inquérito da tentativa de golpe de Estado, recebeu a visita do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). No encontro, Braga Netto parabenizou o deputado pela apresentação do requerimento de urgência do projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro.

O líder do PL também disse ao Estadão que Braga Netto perdeu entre um a dois quilos se exercitando. Sóstenes afirmou que o general "não tem privilégios" na prisão, estando recluso a um espaço com quarto e banheiro e se alimentando com a comida do quartel militar.

Na última quinta, 10, Moraes autorizou a realização das visitas a Braga Netto. Segundo o magistrado, os políticos vão precisar se revezar em grupos de até três pessoas para visitarem o ex-ministro da Justiça entre às 14h e às 16h. De acordo com Sóstenes, na próxima quinta-feira, 17, deverão ir ao quartel os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa presidencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, é um dos oito réus denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrarem o primeiro núcleo da tentativa de golpe de Estado. A denúncia foi aceita no STF no dia 26 de março.

Segundo a denúncia, Braga Netto organizou na casa dele uma reunião com o núcleo de militares com formação em forças especiais do Exército, os chamados "kids pretos". No encontro, apresentaram o planejamento das ações para consumar o golpe. Ele também teria promovido represálias contra militares da alta cúpula das Forças Armadas que não se associaram a trama golpista.

Ao lado do também general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ele teria integrado um gabinete para gerir a crise posterior à ruptura institucional. A PGR também o associou ao "Operação Punhal Verde e Amarelo", onde estava previsto o assassinado de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Ao STF, a defesa de Braga Netto disse que a denúncia é "ilógica e fantasiosa". Os advogados dele também declararam que a peça da PGR parece "um filme ruim e sem sentido".

"Tal qual um filme ruim e sem sentido, a denúncia apresenta furos em seu roteiro que desafiam qualquer lógica plausível. De forma surrealista, sustenta absurdos como o plano de prisão de uma pessoa morta. Se não há compromisso com a lógica, certamente que não há nenhum comprometimento com a prova", disse a defesa do ex-ministro.

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