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Política

Deputados do União querem que líder recuse convite para ministério de Lula; decisão segue indefinida

A indefinição sobre destino do deputado Pedro Lucas Fernandes reflete uma divisão no União Brasil entre alas de Antônio Rueda, presidente da legenda, e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que disputam as decisões do partido no Congresso

22 abr 2025 - 15h05
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BRASÍLIA - O líder do União Brasil na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes (MA), ainda deve decidir com a bancada se aceitará o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Ministério das Comunicações, mas deputados apontam tendência de recusa. Segundo parlamentares do partido, há uma reunião prevista para a tarde desta terça em Brasília para discutir a indicação.

Segundo relatos ao Estadão/Broadcast, cerca de 25 deputados da bancada se pronunciaram de forma contrária à ida de Pedro Lucas para o ministério. Para um deputado ouvido pela reportagem, a tendência é de que Pedro Lucas "não vai conseguir aceitar" o convite de Lula, uma vez que o ex-ministro Juscelino Filho "tem chance zero de virar líder do União neste momento".

O partido tem 59 deputados e elegeu Pedro Lucas em fevereiro como sucessor de Elmar Nascimento (União-BA) para a liderança na Câmara. Com o convite de Lula, Pedro Lucas, que é visto como um deputado mais alinhado ao governo, sucederia Juscelino Filho (União-MA) na Esplanada. A nomeação já havia sido, inclusive, admitida pelo governo, mas o líder do União foi às redes sociais dizer que ainda tomaria uma decisão conjunta com a bancada sobre o assunto.

Há uma expectativa de que, se Pedro Lucas de fato recusar o convite, a bancada indique Moses Rodrigues (União-CE) para chefiar a pasta, porque o nome dele agradaria a maioria dos deputados. No entanto, a indefinição reflete uma divisão no União Brasil entre alas de Antônio Rueda, presidente da legenda, e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, que disputam as decisões do partido no Congresso.

Alcolumbre havia patrocinado a indicação de Pedro Lucas para o ministério e queria emplacar Juscelino Filho na liderança da Câmara. Mas vários deputados da legenda avaliam que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro pesa contra a sua indicação à liderança, porque a suspeita de corrupção exporia a bancada.

A insatisfação dos deputados gerou a preocupação de que a saída de Pedro Lucas da liderança provoque uma nova guerra pela sucessão e, em último caso, resulte na eleição de um parlamentar de oposição ao governo. A reportagem procurou Pedro Lucas, mas não obteve resposta. Para outro influente deputado do partido, a bancada deve ter de fato um indicativo após a reunião da bancada que ocorrerá esta tarde.

Estadão
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