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Política

Filhos de Vladimir Herzog e Zuzu Angel acompanham julgamento de Bolsonaro na primeira fila

Vladimir Herzog e Zuzu Angel foram assassinados pela ditadura militar e são símbolos da resistência contra o regime

25 mar 2025 - 13h22
(atualizado às 13h50)
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Resumo
Filhos de Vladimir Herzog e Zuzu Angel, símbolos da resistência à ditadura, acompanharam no STF o julgamento que pode tornar Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado. A análise avalia a denúncia da PGR contra oito denunciados e sua conexão com crimes contra a democracia.
Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog; e Hildegard Angel, filha de Zuzu Angel
Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog; e Hildegard Angel, filha de Zuzu Angel
Foto: Gustavo Moreno/STF

Os filhos do jornalista Vladimir Herzog e da estilista Zuzu Angel --ambos assassinados pela ditadura militar e símbolos da resistência contra o regime-- acompanham nesta terça-feira, 25, na primeira fila do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) réu por tentativa de golpe de Estado.

Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, e Hildegard Angel, filha de Zuzu Angel, ocupam assentos próximos na primeira fileira do plenário da Primeira Turma do STF no julgamento. Acompanha-os Lucas Herzog, neto de Vladimir Herzog, que se sentou ao lado do pai na plateia.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Ivo Herzog explicou que decidiu comparecer ao julgamento “por ser um momento histórico”. “Pela primeira vez no Brasil agentes do Estado serão processados por atentarem contra a democracia”, disse ele. Além disso, em 2025 completam 50 anos do assassinato de seu pai. 

Na foto, filhos de Herzog e Zuzu Angel aparecem na primeira fila de julgamento de Bolsonaro
Na foto, filhos de Herzog e Zuzu Angel aparecem na primeira fila de julgamento de Bolsonaro
Foto: Antonio Augusto/STF

Já Hildegard afirmou ao jornal que tem "uma obrigação histórica, humana e pessoal de estar no julgamento. Pelos mortos, desaparecidos e os que têm vida a viver". E acrescentou: "Não é possível que o Brasil repita uma anistia equivocada e perversa."

A análise da denúncia oferecida contra Bolsorado e sete aliados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) começou nesta terça-feira, 25. O ex-mandatário voou nesta manhã para Brasília, onde ocorre julgamento, e também acompanha tudo presencialmente no STF.

Para que Bolsonaro se torne réu na ação, a Primeira Turma do STF --formada por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino-- precisa entender que a denúncia atende aos requisitos legais, com a demonstração de fatos enquadrados como crimes e de indícios de que os denunciados foram os autores desses delitos.

Assim, a Corte avaliará se a acusação trouxe elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. Se a denúncia for parcialmente aceita, pois há mais de 30 pessoas acusadas no caso, será aberta uma ação penal e os oito denunciados, que formam o Núcleo 1 apresentado pela PGR, tornam-se réus e respondem ao processo no STF. Já caso a maioria dos ministros opte pela rejeição da denúncia, o caso é arquivado.

Bolsonaro não concretizou golpe por resistência do Exército e da Aeronáutica, diz relatório da PGR:

Quem foram Vladimir Herzog e Zuzu Angel

Vladimir Herzog (1937-1975), conhecido como Vlado, foi um jornalista, professor e dramaturgo que se tornou símbolo da resistência à ditadura militar. Como diretor de Jornalismo da TV Cultura, foi convocado para depor no DOI-Codi em 25 de outubro de 1975. Compareceu voluntariamente, mas foi torturado e assassinado. Os militares tentaram forjar um suicídio, mas a versão não se sustentou.

Seu velório na Catedral da Sé reuniu mais de 8 mil pessoas em um marco histórico ecumênico, com a participação do cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, do rabino Henry Sobel e do reverendo Jaime Wright, fortalecendo o movimento pela redemocratização.

O Terra produziu a série especial Heranças da Ditadura, que fala sobre as marcas deixadas pelo regime militar na educaçãosegurança pública e política 40 anos depois do fim da repressão no Brasil

Também uma combatente incansável contra a violência do regime militar, Zuzu Angel (1921-1976) foi uma das estilistas mais influentes da história da moda brasileira. Por anos, Zuzu dedicou-se a denunciar as atrocidades cometidas pela repressão, até que sua vida foi interrompida em um acidente de carro arquitetado por agentes da ditadura.

Antes da estilista ser morta, seu filho Stuart Angel, militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), foi preso e submetido a torturas, não resistindo e morrendo na noite de 14 de maio de 1971. A partir daquele momento, Zuzu transformou sua dor em luta. Passou a buscar incansavelmente informações sobre o paradeiro do filho e o direito de sepultá-lo, denunciando as violências da ditadura à imprensa nacional e internacional. 

Fonte: Redação Terra
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