Ministra Cármen Lúcia interrompe Zanin e aponta erro no início do 2º dia de julgamento no STF
Primeira Turma do STF avalia se aceita ou não a denúncia da PGR contra Jair Bolsonaro e outros 7 aliados
Nesta quarta-feira, 26, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade ao julgamento sobre o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados. A sessão, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, começou com um momento de descontração após uma interrupção da ministra Cármen Lúcia.
Ao abrir os trabalhos, Zanin cumprimentou os demais ministros, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os advogados e os presentes. Em seguida, passou diretamente ao ponto, afirmando que a Turma analisaria o mérito da denúncia relacionada à suposta trama golpista, conforme o rito processual e o regimento interno do STF.
No momento em que iria dar continuidade, porém, foi interrompido por Cármen Lúcia: "Desculpe, presidente, a ata foi lida?". Zanin, então, pediu à secretária que lesse o documento. A ministra completou, em tom bem-humorado: "Vossa Excelência já partiu para o julgamento. É só uma lembrança". O episódio provocou risos entre os presentes, e Zanin agradeceu a observação.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Após a leitura da ata, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, cumprimentou os presentes e fez uma introdução à leitura de seu relatório. Ele reforçou que, nesta fase, a discussão não envolve a culpabilidade dos denunciados, mas apenas a admissibilidade da denúncia.
Além do presidente Cristiano Zanin e do relator Alexandre de Moraes, participam do julgamento da denúncia contra Bolsonaro e outros sete acusados os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.