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Política

Prefeito de Sorocaba nega ligação com desvio na saúde e diz ser alvo político de operação da PF

Rodrigo Manga (Republicanos) aponta, sem apresentar provas, que a operação da PF seria uma perseguição política; investigação apura desvio de recursos da saúde em contratos da prefeitura com organização social

10 abr 2025 - 17h14
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O prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), de Sorocaba, interior de São Paulo, negou envolvimento nas suspeitas de desvio de recursos da saúde por meio de contratos com uma organização social, investigadas pela Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 10. Segundo Manga, não há qualquer irregularidade atribuída diretamente à sua conduta, e os procedimentos de contratação são executados pelas secretarias responsáveis.

A operação investiga um esquema de suposta lavagem de dinheiro envolvendo uma organização social que venceu licitações e passou a administrar dois contratos na área da saúde em Sorocaba. A apuração teve início em 2022 e resultou no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em diversas cidades. Entre os alvos estão o gabinete e a residência do prefeito.

Em outra diligência, a PF apreendeu armas, um carro de luxo, celulares e grandes quantias em dinheiro vivo, ligados a um dos endereços dos investigados. O dinheiro estava armazenado em caixas de papelão e cofres; apenas em uma das caixas, havia R$ 863 mil em espécie. Segundo a investigação, o valor estaria vinculado ao operador financeiro do suposto esquema, que realizava movimentações e pagamentos em nome de outros envolvidos.

O Ministério Público também aponta transações suspeitas, como depósitos em espécie, pagamentos de boletos e aquisições imobiliárias, que teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos desviados. Foi determinado ainda, pela Justiça, o sequestro de bens e valores que totalizam R$ 20 milhões, além da proibição de que a organização social investigada celebre novos contratos com o poder público.

Ao Estadão, Manga afirmou que todas as contratações firmadas pela prefeitura seguem ritos técnicos, com aprovação da controladoria e da procuradoria municipal, e ressaltou que suas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas nos anos de 2021 e 2022. "Eu só assino depois que passa por todo o processo: licitação, jurídico e parecer do procurador", afirmou. O prefeito também disse que não teve acesso ao conteúdo completo do processo, mas garantiu que está tranquilo em relação ao que pode vir à tona.

Ainda assim, dois ex-integrantes do alto escalão da gestão estão entre os alvos da investigação do MP: o ex-secretário de Saúde Vinícius Rodrigues — que teve sua residência alvo de buscas da PF — e o ex-secretário de Administração e Governo Fausto Bozzolo.

Conversas interceptadas entre membros da OS investigada indicam que Rodrigues teria solicitado pagamentos mensais para favorecer a vitória da organização na licitação, enquanto Bozzolo, segundo os investigadores, demonstrava intenção de repassar valores e informações privilegiadas durante o processo de contratação. "Eles são responsáveis pelos contratos. Os contratos acontecem nas secretarias", afirmou Manga, ao tentar se distanciar das suspeitas que recaem sobre os ex-auxiliares. A prefeitura, segundo ele, instaurou um inquérito interno para colaborar com a investigação.

Apesar das evidências reunidas pelos investigadores, o prefeito atribui a ação da Polícia Federal a uma motivação política — sem, no entanto, apresentar provas disso. Para ele, o fato de ter sido o único entre os 16 municípios investigados a ter a casa vasculhada pela polícia, poucos dias após anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República, indica uma tentativa de desgastá-lo politicamente.

Estadão
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