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Política

Presidente da Comissão de Segurança atende pedido do governo e aborta convocação de Lewandowski

Alberto Fraga, que também comanda a bancada da bala, recebeu telefone do Ministério da Justiça e concordou com reunião com o ministro Ricardo Lewandowski antes de audiência no colegiado

12 mar 2024 - 15h43
(atualizado às 17h32)
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BRASÍLIA — O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Alberto Fraga (PL-DF), atendeu a um pedido do governo e convenceu os integrantes do colegiado a desistirem da ideia de aprovar uma convocação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O requerimento de convocação seria votado nesta terça-feira, 12, para obrigar o ministro a comparecer à comissão.

Fraga contou que recebeu um telefonema do ministério, que pediu uma conversa com ele. Apesar de ser da oposição e do grupo bolsonarista, o deputado resolveu atender. O novo presidente da Comissão de Segurança Pública também chefia a bancada da bala.

"Vamos conhecer o ministro. Uma coisa posso dizer aos senhores: é muito diferente de Flávio Dino", diz Fraga. Dado o amplo prestígio que ele tem entre os demais integrantes, autores do requerimento aceitaram o pedido. Mas devido ao desgaste do grupo com o ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, houve o pedido de prazo de uma semana para que a relação com Lewandowski seja estreitada.

"Se até segunda que vem, não acontecer nenhum desdobramento positivo, que ele seja convocado na próxima terça-feira. Temos uma semana para o novo ministro", afirma Sanderson (PL-RS), autor de um dos requerimentos de convocação e que presidiu a Comissão de Segurança Pública em 2023.

O colegiado é conhecido por ser controlado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi a principal linha de enfrentamento contra Dino no ano passado. Depois de o ex-ministro faltar a uma convocação feita pelo grupo em outubro, Sanderson e demais integrantes aumentaram a pressão aprovando sucessivos novos requerimentos de convocação - todos não atendidos pelo chefe da pasta.

Comissões do Congresso Nacional podem chamar ministros para falar aos seus integrantes por meio de dois recursos: o convite e a convocação. No caso do convite, cabe ao ministro aceitar ou não; na convocação, o chefe da pasta é obrigado a comparecer, sob pena de impeachment por crime de responsabilidade.

Dino não compareceu ao colegiado no fim do ano alegando falta de segurança devido a ameaças proferidas por parlamentares da oposição e sugeriu a audiência em uma comissão geral.

Fraga foi eleito presidente da Comissão de Segurança Pública na semana anterior e garantiu que a oposição novamente terá pleno controle sobre a discussão da pauta em 2024. O PT cogitou ter algum controle sobre as ações do colegiado, mas acabou com o plano frustrado.

Entre outras derrotas, o governo viu dois bolsonaristas assumindo áreas relevantes na Câmara. Caroline de Toni (SC) é a nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Nikolas Ferreira (PL-MG) chefia a Comissão de Educação.

Estadão
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