Quem é Afonso Motta, deputado citado em inquérito da PF por desvios de emendas
Assessor do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) é um dos alvos de diligências da PF por supostos desvios de emendas; parlamentar foi procurado pelo 'Estadão' e ainda não se posicionou
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 13, mandados de busca e apreensão em uma investigação por possíveis desvios de emendas parlamentares. Um endereço de um assessor do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) está entre os onze alvos das diligências. Também foram cumpridos dois mandados de busca pessoal.
O parlamentar é citado na investigação da "Operação EmendaFest". O Estadão entrou em contato com o parlamentar e aguarda um posicionamento.
Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), os agentes da PF fizeram buscas em 11 endereços ligados aos investigados em Brasília e nos municípios gaúchos de Estrela, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Lajeado.
A Corte também determinou o afastamento do cargo e das funções públicas de dois investigados, além do bloqueio de valores de contas de pessoas físicas e jurídicas.
Afonso Motta, de 75 anos, é natural de Porto Alegre, capital gaúcha. É advogado, formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na turma de 1972.
Em 2010, candidatou-se a deputado federal pelo PDT, obtendo 71.607 votos. Não se elegeu na ocasião, constando como suplente na chapa. Na eleição seguinte, registrou 90.917 votos e assumiu seu primeiro mandato na Câmara. Desde então, foi reeleito em 2018 e em 2022, com 65.712 e 70.307 votos, respectivamente.
Na Câmara, seu papel de maior destaque em uma comissão permanente foi o de presidente da Comissão de Trabalho, posto que exerceu entre março de 2021 e abril de 2022. Entre 2015 e 2018, foi líder do PDT na Câmara em diversos períodos.
Afonso Motta é autor de cinco projetos transformados em lei, mas nenhum deles possui o gaúcho como único autor da norma.
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