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Política

Vereadora de Teresina é presa pela PF por suspeita de ligação com facção

Tatiana Medeiros é suspeita de envolvimento com facção criminosa; defesa afirma estar 'surpresa' com mandado de prisão, e PSB diz que acompanhará as investigações

3 abr 2025 - 13h05
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A advogada Tatiana Medeiros (PSB), vereadora de Teresina (PI), foi presa pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira, 3, por suspeita de ligação com facção criminosa. A prisão preventiva faz parte da segunda fase da Operação Escudo Eleitoral. A vereadora também foi afastada do cargo.

O advogado Edson Araújo, que representa a vereadora, afirmou que a defesa ainda não obteve acesso aos autos da investigação. O defensor diz ainda estar "surpreso" com o cumprimento do mandado de prisão, por não ver configurados "nenhum dos requisitos que autorizem uma medida tão radical".

Tatiana Medeiros (PSB) é afastada do cargo de vereadora de Teresina
Tatiana Medeiros (PSB) é afastada do cargo de vereadora de Teresina
Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Teresina / Estadão

Segundo a PF, uma investigação identificou vínculo entre Tatiana e um "expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no Estado". "Há indícios de que a campanha eleitoral da parlamentar foi custeada com recursos ilícitos oriundos de facção criminosa, bem como de desvios de recursos públicos de uma instituição não governamental", afirma a Polícia Federal.

O instituto citado pela PF é o "Vamos Juntos", fundado por Tatiana em 2010. A Justiça Eleitoral determinou a suspensão das atividades da ONG.

Servidores afastados

Além de Tatiana, foram alvos da operação servidores em cargos em comissão da Câmara Municipal de Teresina, da Assembleia Legislativa do Estado e da Secretaria de Saúde do Estado. O Estadão buscou contato com os órgãos públicos e aguarda retorno.

Oito mandados judiciais foram cumpridos, sendo dois de prisão preventiva, três de afastamento de função pública e três de busca e apreensão, em endereços em Teresina e em Timon, no Maranhão.

Partido acompanhará as investigações

O PSB, em nota, afirma acompanhar a prisão da vereadora "com a máxima atenção". "Até o momento, não tivemos acesso ao conteúdo do inquérito policial", disse a sigla. "Para que possamos nos pronunciar de forma adequada e responsável, é imprescindível que tenhamos acesso ao referido inquérito. A esse respeito, ressaltamos que o partido formalizou o pedido de informações sobre o inquérito policial ainda no dia 27 de dezembro de 2024 e seguimos aguardando as autoridades competentes".

A legenda afirma ainda que acompanhará as investigações de modo a tomar as medidas cabíveis. Em março, o diretório municipal do PSB afastou Tatiana da função de secretária-geral.

Tatiana foi eleita para a Câmara de Teresina em 2024 com 2.925 votos. Antes, havia tentado o cargo em 2020, pelo DEM (hoje, União Brasil), mas não se elegeu.

Estadão
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