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Royalties não livram Macaé da "maldição do petróleo"

7 set 2009 - 10h01
(atualizado às 11h49)
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O orçamento milionário dos royalties não livraram a cidade de Macaé, no Norte Fluminense, da chamada "maldição do petróleo" - manutenção da pobreza em países com grande produção. Sede da Petrobras, na Bacia de Campos, embora referência em qualidade de vida, a cidade acompanha, nos últimos 40 anos, um inchaço populacional que trouxe inúmeros problemas sociais e impactos ao meio ambiente.

"O município de Macaé tem um custeio alto, do qual os royalties compõem cerca de 40%", informa o prefeito, Riverton Mussi (PMDB). "Temos uma rede escolar grande, com 4 mil novos alunos a mais por ano só na rede municipal. Sobrecarga no serviço médico. E como tivemos várias áreas invadidas e favelizadas nos últimos 30 anos, temos o custo da recuperação", explicou.

Quando a Petrobras se instalou em Macaé, na década de 1970, a cidade tinha cerca de 30 mil moradores vivendo basicamente da agricultura e pesca. Com a indústria dopetróleo, hoje são 200 mil, além das 40 mil pessoas que vão à cidadetodos os dias para trabalhar. Segundo a prefeitura, é quase impossívelatender a todo esse contingente.

"A cidade não estava preparadapara esse salto", diz o prefeito. "Temos um crescimento populacional 20% acima da média nacional. Com o petróleo, vieram os empregos, os royalties, mas também os nós no trânsito, problemas de infraestrutura urbana, poluição de lagoas com esgoto sem tratamento. Muita coisa."

A violência é um desses problemas derivados do petróleo, acredita o prefeito. De acordo com a pesquisa Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, a cidade de Macaé é a mais violenta do Rio - com a maior taxa de homicídio por cem mil habitantes - e aparece ainda em 15º lugar na comparação com o restante do país.

"Na verdade, aviolência é um problema de todas as grandes cidades. Mas aqui revelaum pouco desse problema do crescimento desordenado, da falta dedistribuição de renda", avaliou. "Há 30 anos, não estávamos preparadospara essa invasão. Depois de 17 anos de exploração, inventaram osroyalties, mas esqueceram que tínhamos de recuperar todos esses anoscom esse dinheiro",  acrescentou Mussi.

Segundo o prefeito, osroyalties, que este ano somam R$ 146 milhões, são investidos emurbanização, na construção de postos de saúde e escolas.

Agência Brasil Agência Brasil
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