Script = https://s1.trrsf.com/update-1725976688/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

DINO

Mercado de startups envolve mais de 27 milhões de brasileiros, mas gera dúvidas

19 jul 2017 - 11h29
Compartilhar
Exibir comentários

O mercado brasileiro de startups vem crescendo de forma vertiginosa: são mais de 27 milhões de pessoas atuando neste segmento, fazendo do Brasil o terceiro maior mercado do mundo em startups, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Foto: DINO

Tão em voga, o termo chama atenção, mas é preciso muita cautela, pois muitas vezes é mal empregado. Afinal, nem todo o negócio que acaba de ser aberto, é pequeno,tem uma proposta inovadora e está em busca de investidores é, necessariamente, uma startup.

Então, o que, exatamente, define uma empresa deste porte e segmento? Acostumados a lidar com dúvidas e angústias de empreendedores nestes quesitos, os diretores da Aioria Software House, companhia focada no desenvolvimento de aplicativos e especializada no atendimento a startups, explicam o conceito e o modelo de negócio.

Conforme Pedro Goidanich, Chefe de Operação na Aioria, o que define se o novo empreendimento é ou não uma startup são basicamente dois pilares. "O negócio/ideia deve trabalhar em um mercado de total incerteza, ou seja, o fundador não sabe se as pessoas vão realmente aderir àquilo, apenas apostam nisso.

Sendo assim, trata-se de inovação", destaca ele. "O segundo pilar é haver a possibilidade de uma expansão exponencial: tem que haver a possibilidade de crescer em um modelo de negócio repetível e escalável", completa Ricardo Utz, Designer de UI / UX na Aioria.

Raul Amoretti, Sócio/Developer da Aioria, acrescenta que um dos erros mais comuns é acreditar que qualquer novo empreendimento é uma startup. "Abrir uma franquia de uma padaria em um shopping, por exemplo, não traz qualquer grande incerteza, afinal, é um modelo de negócio conhecido, no qual o fundador já sabe os custos envolvidos e pode facilmente planejar quais poderão ser os ganhos. Desta forma, o empreendimento não atende ao segundo pilar da startup", ressalta.

STARTUP NÃO MUDA O MUNDO

Outro ponto ressaltado pelos especialistas é a questão da inovação que é, sim, necessária para configurar uma startup, mas não precisa ser "life changing". Ou seja, ninguém precisa reinventar o Facebook ou o AIRBNB, startups que, segundo Goidanich, trouxeram ideias extremamente disruptivas, para ter uma startup. Basta entregar algo de que as pessoas necessitem - ainda que não saibam disso - e, principalmente, algo que usem.

"Não é necessário inventar algo grandioso em relação ao comportamento das pessoas. Reconhecer um gap em alguma ideia já existente, por exemplo, pode gerar um produto atrativo, mesmo que não pareça algo muito disruptivo. Importa é ser bem aceito pelo público, é atender uma necessidade que talvez ele nem saiba que tenha", comenta

Goidanich.

Acreditar que as pessoas precisarão de seu produto/serviço: este é um passo fundamental para a fundação de uma startup. Porém, sozinho este pilar desaba, e só irá manter-se de pé e funcionar se o público comprovadamente demandar o produto oferecido e usá-lo.

Logo, não é preciso um projeto completíssimo, superestruturado e com todas as pontas amarradas para lançar uma startup. Na verdade, quanto menor, melhor, neste caso.

"Quanto menor for a startup inicialmente, focando apenas na essência da ideia, mais chances terá de fazer com que as pessoas entendam rapidamente o que ela faz, para que serve seu produto ou serviço. Esta compreensão facilitará a adesão - ou não - do público. Assim será mais fácil e rápido validar a ideia, saber se ela realmente funciona, vende, ou, caso não, desistir dela antes de perder muito tempo e dinheiro", explica Amoretti.

A QUALIDADE NÃO IMPORTA... TANTO

Parece bizarro afirmar, mas Goidanich, Amoretti e Utz garantem: a qualidade não é o item mais importante no lançamento de uma startup. Não que não importe: é claro que qualidade sempre impacta na experiência do usuário.

Entretanto, normalmente quem está disposto a usar algo novo acaba se apegando mais ao conceito do que ao produto em si, avalia Utz.

"Nós sempre aconselhamos a iniciar startups a partir de um MVP (Menor Produto Viável). Esta é a melhor forma de entregar uma ideia concreta, viabilizada, fácil de ser entendida e utilizada, que também será facilmente validada", defende Goidanich. "Se o MVP for bem aceito, bingo! A startup estará mais perto de conquistar investidores interessados em seu sucesso. Se não o for, o empreendedor terá contido os gastos de tempo e dinheiro, podendo remodelar, reiniciar ou abandonar a ideia sem grandes prejuízos", completa Utz.

O MAPA DA MINA

Por fim, o erro mais comum, segundo opinião unânime dos três executivos: acreditar que tudo será como a versão hollywoodiana da história do Facebook. "Não, o caminho de uma startup não é de rosas, é muito difícil e cheio de incertezas, e ninguém fica milionário, dando grandes festas aos amigos, no terceiro ato do filme", destaca Amoretti.

Ao contrário: segundo ele, só alcançam o sucesso aqueles que, além de uma boa ideia e competência para viabiliza-la, têm muita energia, dedicação e capacidade para tocar o negócio.

"Quem alcança o sucesso com uma startup são aqueles que realmente acreditam na ideia e abrem mão de muitas coisas para investir nela. É preciso dedicar muito tempo, conhecimento e esforço ao projeto. Nada de tocar a startup no fim de semana: se não vai haver dedicação integral, melhor nem começar, afinal, raciocine: se o fundador do negócio não acha importante se dedicar a ele, por que um investidor deveria achar?", questiona Amoretti. "Empenho, foco, estratégia, suor são itens fundamentais para o sucesso de uma startup. Dinheiro é consequência", finaliza Goidanich.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade