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Calor extremo nas escolas desafia alunos e pais em São Paulo: 'Simplesmente desumano'

Falta de climatização e ilhas de calor agravam impacto das altas temperaturas nas escolas

19 fev 2025 - 22h56
(atualizado em 20/2/2025 às 00h17)
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Sensação térmica perto dos 40ºC impactam ainda mais os alunos, que ficam "presos" nas escolas quentes
Sensação térmica perto dos 40ºC impactam ainda mais os alunos, que ficam "presos" nas escolas quentes
Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

A corretora de imóveis Michelle Petrizzo utilizou as redes sociais para expor as dificuldades enfrentadas por alunos em Praia Grande (SP), devido às altas temperaturas. Segundo ela, a filha, que frequenta a Escola Municipal República de Portugal desde os seis anos, tem sofrido com o calor intenso dentro das salas de aula, agravado pela falta de climatização. 

"Hoje, dia 17 de fevereiro, estamos enfrentando um calor com sensação térmica de 37, 38ºC. E é simplesmente desumano que as crianças fiquem na escola sem ter climatização", desabafou Michelle. Na semana passada, ao buscar a filha mais cedo, a menina teria feito um pedido de socorro para não precisar voltar à escola devido ao calor insuportável.

A mãe relatou que chegou a encontrar a filha desidratada, pálida e suando excessivamente. "A climatização nas escolas não é um item de luxo, é uma necessidade. Está muito quente, é impossível. Um adulto não consegue ficar, quanto menos uma criança", afirmou.

Ela reforçou que o problema não está nos professores ou coordenadores, mas na estrutura inadequada da escola. Segundo Michelle, a instituição garantiu que há um projeto de climatização em andamento, mas a questão exige uma solução imediata.

O caso relatado por Michelle reflete um problema estrutural. Dados extraídos pela Agência Pública, com base em uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas, mostram que quase um terço dos alunos matriculados nas capitais brasileiras estuda sob condições de calor extremo.

A pesquisa também aponta que 37,4% das escolas não possuem áreas verdes, fator que contribui para o fenômeno das ilhas de calor. A situação é ainda mais grave na educação infantil, onde 43,5% das instituições carecem de espaços arborizados.

Na postagemd e Michelle, diversos internautas comentaram e compartilharam em apoio. "Graças a Deus alguém falando sobre isso! Estou a duas semanas, DUAS, publicando a respeito, e ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM SE PRONUNCIA! Precisamos de influencers que possam nos ajudam com a voz! Porque infelizmente nossos filhos e professores estão sofrendo!", escreveu uma.

Fonte: Redação Terra
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