Calor extremo nas escolas desafia alunos e pais em São Paulo: 'Simplesmente desumano'
Falta de climatização e ilhas de calor agravam impacto das altas temperaturas nas escolas
A corretora de imóveis Michelle Petrizzo utilizou as redes sociais para expor as dificuldades enfrentadas por alunos em Praia Grande (SP), devido às altas temperaturas. Segundo ela, a filha, que frequenta a Escola Municipal República de Portugal desde os seis anos, tem sofrido com o calor intenso dentro das salas de aula, agravado pela falta de climatização.
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"Hoje, dia 17 de fevereiro, estamos enfrentando um calor com sensação térmica de 37, 38ºC. E é simplesmente desumano que as crianças fiquem na escola sem ter climatização", desabafou Michelle. Na semana passada, ao buscar a filha mais cedo, a menina teria feito um pedido de socorro para não precisar voltar à escola devido ao calor insuportável.
A mãe relatou que chegou a encontrar a filha desidratada, pálida e suando excessivamente. "A climatização nas escolas não é um item de luxo, é uma necessidade. Está muito quente, é impossível. Um adulto não consegue ficar, quanto menos uma criança", afirmou.
Ela reforçou que o problema não está nos professores ou coordenadores, mas na estrutura inadequada da escola. Segundo Michelle, a instituição garantiu que há um projeto de climatização em andamento, mas a questão exige uma solução imediata.
O caso relatado por Michelle reflete um problema estrutural. Dados extraídos pela Agência Pública, com base em uma pesquisa do Instituto Alana e do MapBiomas, mostram que quase um terço dos alunos matriculados nas capitais brasileiras estuda sob condições de calor extremo.
A pesquisa também aponta que 37,4% das escolas não possuem áreas verdes, fator que contribui para o fenômeno das ilhas de calor. A situação é ainda mais grave na educação infantil, onde 43,5% das instituições carecem de espaços arborizados.
Na postagemd e Michelle, diversos internautas comentaram e compartilharam em apoio. "Graças a Deus alguém falando sobre isso! Estou a duas semanas, DUAS, publicando a respeito, e ninguém, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM SE PRONUNCIA! Precisamos de influencers que possam nos ajudam com a voz! Porque infelizmente nossos filhos e professores estão sofrendo!", escreveu uma.