Defensoria cobra na Justiça provas de segurança do Enem
DPU vê credibilidade 'em xeque' por atos e falhas dos órgãos da administração pública federal
A Defensoria Pública da União (DPU) cobrou na Justiça provas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado em segurança. O teste para 3,1 milhões de candidatos ocorre neste domingo, 21, e no próximo, 28. A DPU pede prazo de 24 horas para que o Inep responda.
Na ação civil pública protocolada nesta quarta-feira, 17, a DPU questiona o Inep sobre medidas adotadas "para que a saída de servidores que atuavam diretamente no Enem não coloque em risco a segurança do exame contra vazamento de informações e contra fraudes". A Defensoria também indaga se houve ingresso de pessoas em áreas restritas, com acesso a itens da prova, e se foram excluídas questões do exame em razão do assunto que abordavam.
Para o defensor público federal João Paulo Dorini, que assina a ação, a credibilidade do Enem está sendo "colocada em xeque por atos e falhas dos órgãos da administração pública federal". O documento destaca que foram retiradas 24 questões após uma "leitura crítica" da prova, conforme revelou o Estadão.
Argumenta, ainda, que os servidores que pediram exoneração de seus cargos cumpriam atividades essenciais no Enem. "Destaca-se que alguns dos servidores que pediram demissão iriam monitorar possíveis problemas nos locais de provas. Outros tinham a função de acompanhar, orientar e fiscalizar o consórcio que aplica o exame", continuou.
"É direito dos estudantes terem informações que garantam a realização do Enem sem qualquer problema de segurança", conclui.
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