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5 dicas para aprender matemática de forma mais atrativa

Veja como tornar o estudo desta disciplina necessária para diferentes aspectos da sociedade e cultura mais envolvente

26 mar 2025 - 15h01
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Mais do que uma disciplina escolar, a matemática é uma linguagem universal que organiza pensamentos, estrutura descobertas científicas e dá forma à arte e à música, tornando-se um dos pilares do desenvolvimento humano e tecnológico. Porém, apesar de sua relevância, estudantes ainda enfrentam dificuldades no aprendizado dessa matéria, muitas vezes devido à forma tradicional como é ensinada.  

A matemática está presente em praticamente todas as nossas interações com o mundo
A matemática está presente em praticamente todas as nossas interações com o mundo
Foto: ESB Professional | Shutterstock / Portal EdiCase

No entanto, com abordagens diferenciadas, é possível tornar a disciplina mais acessível, envolvente e, até mesmo, divertida. "Iniciativas como incorporar atividades práticas, como criar desenhos baseados em padrões geométricos ou compor melodias utilizando sequências numéricas, pode estimular a criatividade dos alunos e tornar a matemática mais intuitiva", destaca Atila Zanone, coordenador de conteúdo do Fibonacci Sistema de Ensino. 

Visando tornar o estudo da matéria mais interessante e atrativo, o especialista compartilha 5 dicas para transformar o aprendizado desta disciplina, tão necessária para diferentes aspectos da sociedade e da cultura. Confira!

1. Relacionar a matemática com situações cotidianas 

Muitos alunos têm dificuldade em enxergar a utilidade da matemática em suas vidas, o que pode gerar desmotivação. Porém, para mudar essa percepção, é essencial conectar o ensino com situações do dia a dia. Cálculos financeiros, planejamento de viagens, receitas culinárias e até jogos esportivos são ótimos exemplos de como a matemática está presente em diversas atividades.

"Quando um jovem, ainda em formação, passa a perceber que a matemática está em tudo, ele tende a mudar radicalmente sua forma de aprender a disciplina, pois passa a vê-la como uma ferramenta imprescindível para decifrar e entender", diz Zanone.  

Além disso, segundo ele, essa abordagem ajuda a desenvolver habilidades práticas que serão úteis ao longo da vida. 

2. Verificar sua relevância em todas as áreas do conhecimento 

Áreas como biologia, medicina, estatística, engenharia e ciências sociais dependem fortemente da matemática para compreender e prever padrões, além de otimizar processos e resolver desafios complexos. Assim, a matemática é uma ferramenta indispensável para a construção do conhecimento em diversas disciplinas.

"Presente tanto em aspectos concretos, como formas, tamanhos e quantidades, quanto em aspectos abstratos, como probabilidades e cenários, esta ciência nos permite a estudar e compreender os fenômenos naturais, a analisar dados, a desenvolver tecnologias e a formular teorias científicas", destaca o diretor.  

“O Homem Vitruviano”, de Leonardo da Vinci, simboliza a harmonia entre arte e matemática por meio da simetria do corpo humano
“O Homem Vitruviano”, de Leonardo da Vinci, simboliza a harmonia entre arte e matemática por meio da simetria do corpo humano
Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase

3. Perceber sua presença na arte e na música  

A matemática e a arte estão profundamente interligadas e explorar essa conexão pode tornar o aprendizado muito mais envolvente. Proporção áurea, simetria, fractais e padrões geométricos são conceitos matemáticos aplicados em pinturas, esculturas e arquitetura. 

Segundo Zanone destaca, grandes artistas como Leonardo da Vinci, autor de obras impressionantes como "O Homem Vitruviano" e "A Última Ceia"; Piet Mondrian, artista que se destacou no modernismo europeu por seu casamento com as retas, ângulos e formas geométricas e Salvador Dalí, que relacionava suas obras às grandes descobertas científicas das ciências exatas (matemática, física e química) do início do século, utilizaram a matemática como base para suas obras. 

Já na música, a matemática é a base da construção de escalas, ritmos e harmonias. O estudo das frequências sonoras e das relações entre notas musicais permite a criação de melodias que ressoam com a percepção humana. Compositores como Bach e Beethoven intuitivamente exploraram padrões matemáticos para compor suas sinfonias, demonstrando que a matemática é uma ciência que também toca os sentidos e as emoções.  

A música eletrônica moderna, por exemplo, utiliza cálculos precisos para sintetizar sons e criar batidas envolventes. Zazone comenta sobre as chamadas "estradas musicais" e explica como "um pneu em uma estrada de asfalto podem gerar notas musicais para deixar os motoristas mais atentos e alegres". 

4. Tornar o ensino da matéria integrado 

Segundo Atila Zanone, o aprendizado da matemática pode ser enriquecido quando integrado com outras áreas do conhecimento como artes visuais, design e tecnologia e quando os alunos trabalham em conjunto e compartilham suas descobertas. Atividades em grupo, desafios matemáticos e projetos interdisciplinares ajudam a desenvolver a comunicação e o raciocínio lógico de forma mais natural e participativa.

Além disso, experiências práticas, como construções geométricas, experimentos estatísticos e simulações, tornam o ensino mais concreto e envolvente. "Quando os alunos percebem que podem aprender uns com os outros, sua motivação e interesse pela disciplina aumentam consideravelmente", destaca.  

5. Valorizar a matemática na sociedade 

O ensino da matemática muitas vezes enfrenta desafios devido à dificuldade de aprendizagem apresentada por alguns estudantes. "Criamos, como sociedade, um conceito de quem gosta de matemática são apenas os 'gênios' e isto acaba atrapalhando a percepção de que a matemática nos ajuda a entender o mundo", afirma. 

No entanto, ele reforça que compreender sua relevância pode transformar a forma como as pessoas a encaram. "Quando percebemos que a matemática está presente em praticamente todas as nossas interações com o mundo, passamos a valorizá-la como uma ferramenta essencial para o progresso e a inovação", conclui.

Por Gabriela Monteiro

Portal EdiCase
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