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Enem impôs mudança nos cursinhos

21 ago 2009 - 13h03
(atualizado às 13h05)
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Para atender ao novo Enem, que a partir deste ano servirá como forma de ingresso parcial ou integral em pelo menos 42 das 55 universidades federais, cursos e escolas implantaram mudanças em sala de aula.

"Intensificamos as aulas aos sábados e elaboramos três simulados completos seguindo o novo modelo", disse Bruno Rabin, diretor do Colégio e Curso AZ.

As aulas deixaram de ser baseadas em exercícios e redação e passaram a ter conteúdos que antes não faziam parte do programa, como História Antiga (Grécia e Roma) e Eletricidade (Física).

Enem: inscrição reaberta
Enquanto 4,5 milhões de estudantes se preparam para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcadas para 3 e 4 de outubro, a Justiça Federal tomou ontem decisão que pegou alunos e professores de surpresa. As inscrições, encerradas há um mês, deverão ser reabertas e prorrogadas até dia 28. A liminar também derruba uma proibição: mesmo sem ter CPF, menores de idade poderão se inscrever. Ainda cabe recurso.

O juiz da 6ª Vara Federal do Rio, Bruno Nery, acolheu ação do Ministério Publico Federal (MPF) contra o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), organizador do Enem. O universitário Valter dos Santos Junior apresentou queixa ao MPF por não ter conseguido inscrever a irmã menor, que não tem CPF.

A exigência está na página do Inep na Internet onde foram recebidas as inscrições (http://sistemasenem2.inep.gov.br/Enem2009). O MPF sustenta que exigir o documento não faz sentido, pois menores não são obrigados a ter registro na Receita Federal. No Orkut, a comunidade 'Fiz meu CPF por causa do Enem' reunia 1.889 membros até ontem.

Em seu despacho, o juiz diz que a exigência do CPF não é razoável, "tendo em vista que os participantes do Enem têm entre 15 e 17 anos, faixa etária na qual não é exigido cadastro no Ministério da Fazenda". Para o magistrado, estudantes estão ameaçados de não ingressar em universidades públicas se perderem o provão.

Apesar de o tempo de estudo aumentar, caso o processo provoque adiamento das provas, muitos temem que aumente também a aflição dos candidatos. "Seria melhor que a decisão fosse acatada pelo Inep de uma vez", sugeriu o coordenador interdisciplinar do Colégio e Curso pH, Alcides Affonso.

A decisão judicial deve ser cumprida até terça-feira, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Em nota, o Inep informou que recorrerá e que a liminar foi proferida sem consulta ao instituto ou ao MEC. O Inep informou que as inscrições foram feitas sem problemas relacionados ao CPF e que seu objetivo é manter a data das provas.

Rodas de debate com 3 professores

Na Rede pH, as aulas viraram rodas de debates, comandadas por até três professores, que discutem com a turma, ao mesmo tempo, as questões comuns às suas disciplinas. Segundo o professor Alcides Affonso, foi necessário antecipar assuntos que só dariam no final do ano para ensinar todo o programa até setembro.

"Estou insegura, não sei como virão as provas. E são mais questões do que no exame anterior", comentou Marcella Amatto, 17, que já havia tirado seu CPF ano passado.

Fonte: O Dia
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