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Simulação da ONU permite a alunos repensar o conflito Rússia-Ucrânia

Projeto no Marista Glória desenvolve diversas habilidades, incluindo a oratória e a capacidade de negociação

11 out 2022 - 05h11
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Na sexta-feira e no sábado passados, eles se reuniram para discutir soluções diplomáticas para o conflito na Rússia e na Ucrânia. Em vez de representantes internacionais, os debates couberam a alunos de sexto ano a terceiro médio do Colégio Marista Glória, da região central de São Paulo.

Pelo quinto ano, estudantes se voluntariaram para a Simulação ONU, projeto que dá a oportunidade de vivenciarem uma agenda e uma rotina diplomática. A atividade é feita em parceria com a Internationali Negotia, uma instituição formada por alunos do ensino superior que há 18 anos realiza um programa educacional em diversos países.

O desafio consiste na simulação de debates realizados em fóruns internacionais como o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para tanto, os alunos foram divididos por países, cujas posições devem pesquisar e representar, imaginando estar na sede de Nova York em 23 de fevereiro deste ano, véspera do início do conflito.

"No começo, foi bem assustador, não sabia que seria tão rígido assim", diz Gabriel Martini Dutra Soares Santos, de 15 anos, que já pensa em ser juiz no futuro e aproveitou a oportunidade para entender mais de Direito e diplomacia - e até sobre o jeito de se vestir e de se portar em um fórum global.

Essa proposta incluiu um período de pesquisas sobre a posição dos países, no qual os adolescentes têm acesso a pessoas de representações diplomáticas. A Gabriel coube responder pelo Egito. "O país tem fortes relações com a Rússia, mas não apoia investidas militares. Só que teme represálias e se põe a receber refugiados dos dois lados", disse. Isso logo levou o aluno do primeiro médio a lidar com conflitos éticos. "A coisa mais difícil foi me solidarizar com os ideais russos, o que consegui. A guerra precisa acabar, mas a Rússia deve ter os desejos respeitados. A diplomacia é o caminho."

Já João Savegnago da Silva, de 13 anos, do 7.° ano, ficou "responsável" por defender as opiniões da Alemanha. "Pesquisei no site do consulado e aprendi sobre o posicionamento deles. Vi que a Alemanha é totalmente contrária à invasão e pode fazer sanções econômicas e financeiras à Rússia. Mas também depende do petróleo russo", relata. A iniciativa, da qual participa pelo segundo ano, ainda permitiu, em cada uma das cinco sessões, ampliar sua oratória e a capacidade de negociação.

Todo o contexto do conflito é trabalhado nas salas em aulas normais, mas a Simulação permite ir além. "Na pedagogia do Marista, a gente trabalha muito de autonomia, da argumentação, da cidadania, da empatia. São valores, pilares da Rede Marista", diz Regina Aparecida Ianzini Pinheiro, orientadora pedagógica do fundamental anos finais.

Segundo ela, as "assembleias" são o primeiro passo. Mas "o que faz os olhos brilharem" é a possibilidade de representar o colégio na etapa nacional, de 8 a 16 dezembro, em Brasília, onde 30% dos "delegados" ficarão em um hotel ao lado do Alvorada (bancados pelas famílias ou pelo colégio, no caso de bolsistas).

"Ali, eles vão vivenciar um ambiente de diplomatas, com estudantes escolhidos de mais de cem colégios, tendo a oportunidade de estar em espaços de diplomacia. Depois, será formado um grupo de excelência, e o melhor leva uma viagem de 20 dias para Harvard e Yale, parceiras do projeto."

Estadão
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