UFPR suspende calendário do primeiro semestre por causa da greve
29 jun2012 - 18h33
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Joyce Carvalho
Direto de Curitiba
Os manifestantes se vestiram de preto e carregaram faixas e cartazes
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal do Paraná (UFPR) aprovou nesta sexta-feira a suspensão do calendário de atividades deste semestre. A decisão vale para as aulas, matrículas para o segundo semestre e inscrição dos aprovados no vestibular de inverno do campus da UFPR no litoral do Estado.
A medida não afeta o calendário acadêmico, que inclui eventos como a feira de profissões da instituição e a programação do festival de inverno realizado em Antonina, no litoral. O conselho optou pela suspensão em virtude da greve dos professores, que começou no dia 17 de maio.
A reposição das aulas será determinada somente após o fim da paralisação dos docentes. A data de início das atividades no segundo semestre também vai depender da mobilização dos professores. Os exames finais das disciplinas que não pararam durante a greve continuam marcados para o período de 2 a 7 de julho.
Houve a determinação de duas exceções para a continuidade do calendário letivo, para os alunos do 12º período de Medicina, que podem realizar estágios, e aos estudantes que estão no programa de intercâmbio Ciência Sem Fronteiras.
Professores e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Federal de Educação (IF/SC) promoveram um ato na tarde desta quinta-feira na região central de Florianópolis
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
Os servidores federais permanecem em greve desde o dia 18 no Estado
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
Os manifestantes se vestiram de preto e carregaram faixas e cartazes
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
Os manifestantes ganharam o apoio de grupos de estudantes e de servidores de outros órgãos federais, como do IBGE
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
Os grevistas discursaram e entregaram panfletos à população explicando sobre a greve
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
De acordo com Marival Coan, coordenador do movimento e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional, a adesão na UFSC chega próxima dos 100%
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Especial para Terra
Segundo Coan, a ideia é procurar mostrar para a população que a classe está com o salário defasado e que não possui uma data base ou plano de carreira