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Estadão Conteúdo

Tecnologias vestíveis têm tudo para dominar o streetwear

Encontro global Transitions Academy mostrou que o streetwear é o futuro dos óculos e que os smartglasses querem ser o futuro dos smartphones

24 fev 2025 - 09h32
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Lançamento da lente Gen S no Transitions Academy
Lançamento da lente Gen S no Transitions Academy
Foto: Diego Ortiz/Estadão / Estadão

Muito se fala sobre tênis de performance com chips para captar dados mais precisos e roupas com sensores. No entanto, atualmente, o que se tem de mais concreto na moda com tecnologias vestíveis são os óculos. Está surgindo uma revolução visual no mundo. Os líderes que emergirão da Geração Z não usarão ternos. O conceito de traje executivo tradicional, presente no imaginário dos Boomers ou da Geração X, já está morrendo nesta era. O eyewear precisa acompanhar esse movimento significativo. E há apenas uma resposta para isso: o streetwear.

O game changer na difusão desse conceito são as novas lentes Transitions Gen S - apresentadas no evento global Transitions Academy em Orlando, Estados Unidos - que oferecem uma variação de cores, graus e proteções tão ampla que pode ser aplicada em qualquer tendência de armação do mercado, seja ela esportiva como as da Oakley ou mais clássica, como as da Ray-Ban.

Dados do Transitions Academy
Dados do Transitions Academy
Foto: Diego Ortiz/Estadão / Estadão

As Gen S são as lentes com o escurecimento mais rápido na categoria das fotocromáticas, com um tempo total de escurecimento de 25 segundos, 10 segundos a menos que as lentes anteriores. Além disso, elas também voltam a ficar claras em apenas dois minutos (duas vezes mais rápido que antes), com uma adaptação automática muito mais inteligente e dinâmica. Agora, estão disponíveis em oito cores exclusivas - grey, sapphire, emerald, amethyst, amber, graphite green, brown - incluindo a ruby, uma super tendência do mundo fashion que pela primeira vez aparece em óculos de grau.

Para efeito de comparação com lentes normais, as Gen S têm recuperação da visão 39% mais rápida em caso de luz intensa, recuperação da visão 40% mais rápida durante o desvanecimento, que é quando a lente fica mais clara novamente, e 39,5% de melhoria da sensibilidade ao contraste durante o desvanecimento. São dados como esses que colocam o streetwear no caminho para tornar os óculos cada vez mais presentes no dia a dia e que posicionam os celulares no caminho de se transformarem em óculos.

Ray-Ban Meta é a vitrine
Ray-Ban Meta é a vitrine
Foto: EssilorLuxottica/Estadão / Estadão

Pelo menos é essa a visão de futuro que a Meta traça e que tem a Transitions e as marcas do grupo EssilorLuxottica como grandes aliadas. A base desse caminho vem toda da área da saúde, com a diminuição do tempo de tela e até uma melhora da qualidade visual ao longo da vida das pessoas.

Hoje, já existem comandos de voz pelo celular, claro, mas, via de regra, o celular precisa estar na mão e as pessoas estão olhando para ele. Com o Ray-Ban Meta, certos comandos já não exigem que se olhe para lugar algum, bastando apenas a ordem e as câmeras fazem as funções dos olhos. Na próxima geração do dispositivo, já com lentes inteligentes, os olhos serão ainda mais poupados, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Segundo o optometrista Jay Rosenfeld, as lentes de óculos mais comuns hoje são indicadas para distâncias próximas de 40 centímetros e para luzes estáticas, o que não vivenciamos na prática, com celulares grudados no rosto e uma variedade gigantesca de intensidades de luzes que passam pela nossa retina. As Gen S, segundo ele, com o grau adicionado conseguem variar melhor a eficiência da distância e, mesmo sem o grau adicionado, filtram as luzes de uma forma mais precisa, gerando mais saúde para os olhos ao longo dos anos.

GenZ quer óculos
GenZ quer óculos
Foto: Diego Ortiz/Estadão / Estadão

Portanto, chegou o momento em que as pessoas poderão usar óculos como acessórios fashion e como artigo de melhoria da saúde dos olhos, não mais porque realmente necessitam deles para enxergar. "Nossas ações focadas em estilo acabarão com o 'droga, tenho que usar óculos' para dar início ao 'eu amo usar meus óculos'. Os óculos já são e serão ainda mais uma forma de autoexpressão e de identidade de estilo, com a adoção cada vez maior de tendências do streetstyle e com muitas cores e formas diferentes", afirma Nina Esteves, gerente global de tendências da EssilorLuxottica. E os dois grandes focos dessa iniciativa agora são o Brasil e a Ásia.

"Desenvolvimentos futuros incluem sensibilidade à luz aprimorada, integração com dispositivos inteligentes e experiências personalizadas para o usuário. Lentes futuras serão mais adaptáveis a diferentes estilos de vida e se integrarão com dispositivos inteligentes, já que as lentes fotocromáticas estão prestes a se tornar uma plataforma para interação com os mundos físico e digital", avalia Jérôme Butez, vice-presidente global de marketing da Transitions.

Reality Labs está focado nos óculos

Oakley Meta está próximo
Oakley Meta está próximo
Foto: EssilorLuxottica/Estadão / Estadão

O grupo de dispositivos da Meta, o Reality Labs, que atualmente já é focado em óculos, como o Quest de realidade virtual, é o braço tecnológico da EssilorLuxottica na empreitada dos óculos inteligentes. O contrato de longa duração entre as empresas já resultou no Ray-Ban Meta, do projeto Supernova, e terá nos próximos meses o Supernova 2, derivado do Oakley Sphaera.

A partir de 2026, as marcas preparam a chegada do Hypernova, a segunda geração dos óculos com IA que terão uma tela na parte inferior da lente direita que mostrará aplicativos simples, notificações do smartphone e fotos capturadas. O preço deverá ser na casa dos mil dólares, um valor alto. Mas o uso desses óculos definirá os próximos passos dessa transformação prevista pelas empresas de que os smartphones sejam substituídos por smartglasses nas próximas décadas.

Rocco Basilico, chefe do escritório de wearables e presidente da Oliver Peoples
Rocco Basilico, chefe do escritório de wearables e presidente da Oliver Peoples
Foto: EssilorLuxottica/Estadão / Estadão

De acordo com Rocco Basilico, chefe do escritório de wearables e presidente da Oliver Peoples na EssilorLuxottica, os dispositivos vestíveis estão redefinindo a indústria óptica e o grande desafio é a miniaturização para incorporar tecnologias avançadas em designs de óculos atraentes e icônicos. "Equilibrar tecnologia avançada com designs bonitos é crucial e estamos conseguindo isso. A tecnologia das lentes Transitions Gen S também representa um grande avanço de inovação contínua, contrastando com indústrias que mostram progresso tecnológico mais lento. E com as capacidades atuais de IA já possibilitando recursos impressionantes como IA conversacional e acesso a informações em tempo real, a realidade aumentada vai progredir e a integração com óculos será cada vez maior".

Nuance Audio investe em IA
Nuance Audio investe em IA
Foto: EssilorLuxottica/Estadão / Estadão

A EssilorLuxottica também adquiriu recentemente uma startup francesa especializada em IA para aparelhos auditivos que trabalhará junto do novo braço de áudio inteligente do grupo, a Nuance Audio, para incorporar mais recursos de IA e funcionalidades nos óculos. "O objetivo é melhorar a escuta sem abordar necessariamente a perda auditiva, tornando a experiência mais amigável ao usuário, equilibrando tecnologia e estética em óculos de luxo", explica Stephano Genco, chefe global da Nuance Audio.

O futuro vindo do sci-fi
O futuro vindo do sci-fi
Foto: Diego Ortiz/Estadão / Estadão

Isso se alinha com o tema abordado no Transitions Academy por Maristella Rizzo, gerente sênior global de marca do Ray-Ban Meta na EssilorLuxottica, de que a ficção científica traz primeiro as inovações que serão usadas no cotidiano porque elas vêm do imaginário popular mundial, uma força criativa imparável. O assistente pessoal Hal 9000 do filme "2001: Uma Odisseia no Espaço", de 1968, é o que a Alexa faz hoje, assim como o personagem La Forge, de Star Trek: A Nova Geração, em 1987, que era cego e usava um óculos inteligente para enxergar. O Ray-Ban Meta pode fazer algo parecido e usar um comando de voz para que a IA lhe diga, por exemplo, se a lata na geladeira é de Coca-Cola ou Pepsi. Um início, apenas, obviamente, mas que oferece infinitas possibilidades com o crescimento exponencial da tecnologia nas próximas décadas.

Estadão
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