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Federação de Hotéis e Restaurantes de SP critica proteção da Receita Federal a não habilitados 

17 mar 2025 - 12h08
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O Perse se estende a empresas de médio e de grande porte do segmento de Hotéis, Bares, Restaurantes e similares, como padarias e lanchonetes
O Perse se estende a empresas de médio e de grande porte do segmento de Hotéis, Bares, Restaurantes e similares, como padarias e lanchonetes
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil
Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo

(Fhoresp) classifica como injusta a extinção do

Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos

(Perse), do governo federal. De acordo com a entidade, gigantes do setor de

Tecnologia

, como

iFood

e

Airbnb

, abocanharam boa parte do programa de forma irregular. A fim de suspender a derrubada total da isenção fiscal, a Federação acionou, via ofício, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e senadores da

República

.

A suspensão foi antecipada pela

Receita Federal

, durante audiência da

Comissão Mista do Orçamento

, em

Brasília-DF

, na quarta-feira (12/3). Na oportunidade, o órgão projetou que a renúncia fiscal do benefício atingirá seu teto de R$ 15 bilhões ainda neste mês.

Criado em 2021 pela

União

, o Perse tinha, na época, o objetivo de socorrer empresas com atividade fim nos ramos de

Eventos

e de

Turismo

, em razão dos prejuízos decorrentes das restrições sanitárias impostas pela pandemia da

Covid-19.

No fim de 2023, o Congresso Nacional aprovou a prorrogação do benefício, com limite de R$ 15 bilhões em isenções até 2026.

Na estratificação do objeto, o Perse se estende a empresas de médio e de grande porte dos segmentos de

Hotéis, Bares, Restaurantes

e similares, como padarias e lanchonetes. Entretanto, multinacionais de Tecnologia e aplicativos de delivery e de reservas de hotéis entraram com medidas judiciais para também serem contemplados pelo Fisco.

Segundo o diretor-executivo da Fhoresp,

Edson Pinto

, Ifood, Airbnb, Booking e até companhias aéreas acabaram se aproveitando do benefício e, desta forma, prejudicaram setores que ainda precisam de auxílio, dadas as dívidas contraídas na fase mais aguda do

Novo Coronavírus

. Isso, aliado à adesão de pessoas jurídicas que não se enquadram no Perse, fez com que o programa ficasse inchado e atingisse seu limite, antes mesmo do término de sua prorrogação, em 2026:

"Por qual razão o iFood, aplicativo de entrega de comida, que claramente não se enquadra na lei do Perse, foi um dos maiores contemplados? Como é que o governo federal permite tal injustiça? Seria o mesmo, numa analogia, que vários brasileiros de classe média se cadastrassem para o Bolsa Família e recebessem o benefício. Isto está errado!"

, reclama o executivo.

O representante da Federação calcula que o IFood foi uma das empresas que mais ganhou clientes e aumentou faturamento com a Covid-19, já que, sem poder sair de casa, o brasileiro (que tinha condições financeiras para tal) acabou lançando mão da refeição por entrega.

*Este texto não reflete a opinião de Perfil Brasil
Perfil Brasil
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