Demétrio Pereira
Fábio Santos
No Brasil, a regulamentação do comércio e do uso de coletes balísticos cabe ao Exército, que segue a padronização estabelecida pelo Instituto Nacional de Justiça dos Estados Unidos (NIJ). São seis os níveis de proteção dos coletes (I, II-A, II, III e IV), sendo que os dois mais resistentes – níveis III e IV, capazes de proteger contra fuzis – têm uso restrito no Brasil. Morto na manhã de 6 de novembro, durante ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na favela de Antares, no Rio de Janeiro, o cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão Gelson Domingos utilizava um colete classificado como III-A, o mais resistente entre os disponíveis para uso civil no País.
Coletes de nível III-A não barram a energia cinética de disparos de armas de calibres superiores ao revólver .44 Magnum. Esses equipamentos, junto àqueles de níveis I, II-A e II, podem ser adquiridos por qualquer pessoa, mediante autorização prévia da respectiva Secretaria de Segurança Pública. Enquanto as vestes mais resistentes incluem placas de cerâmica e a lâminas ultradensas de polietileno, coletes mais leves geralmente são compostos por fibras tramadas tais como o Kevlar. A seguir, saiba mais sobre a composição dos coletes balísticos.