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Jovem de 23 anos morre de dengue e família diz que foi enganada por UPA

Jovem morre de dengue e família faz denúncia após afirmar que confiou nas informações prestadas por funcionários enquanto ela esperava por um leito

28 mar 2025 - 08h48
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Jovem de 23 anos morre de dengue e família diz que foi enganada por UPA
Jovem de 23 anos morre de dengue e família diz que foi enganada por UPA
Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

A morte de Laísa Angélica Motta Silva, uma jovem de 23 anos residente em Bauru, desencadeou uma série de questionamentos sobre a eficácia do atendimento médico na cidade. A família da moça, que morreu de dengue, revelou que, durante sua luta pela vida, ouviu de funcionários da UPA Bela Vista que sua condição era normal e que os sintomas iriam passar, enquanto ela aguardava por um leito de internação. 

O que aconteceu?

Os parentes de Laísa, incluindo seu marido Willian Barreto e seus pais Silvana Motta e Luis Antonio Silva, manifestaram suas frustrações com as informações recebidas dos profissionais de saúde. Emocionada, Silvana afirmou que, apesar de ser impossível reverter a situação trágica, espera que medidas sejam tomadas para evitar que outras famílias passem pela mesma dor. 

Laísa, que trabalhava como operadora de telesserviços e sonhava em se tornar mãe, começou a apresentar os primeiros sintomas da dengue no dia 16 de março. Em apenas seis dias, sua saúde se deteriorou rapidamente. No dia 20, após sofrer sangramentos vaginais e convulsões, foi levada à UPA Bela Vista. "A UPA estava lotada e não tinha sequer cadeira de rodas para ela sentar", recorda Silvana em entrevista ao jcnet.

Recusa da internação

Após receber alta temporária e ao retornar para obter o resultado dos exames, a família descobriu que Laísa tinha uma contagem alarmante de plaquetas - apenas 40 mil por microlitro de sangue, bem abaixo do normal. Com isso, ela precisou aguardar mais de 30 horas por um leito no Hospital das Clínicas. Durante esse tempo crítico, hospitais locais negaram o pedido de internação sob a justificativa de não serem unidades apropriadas para tratar casos de dengue.

A mãe enfatiza que o pedido por uma vaga deveria ter sido feito imediatamente após o episódio das convulsões. As duas noites na UPA foram marcadas por angústia; mesmo apresentando sinais graves como vômitos e deterioração do quadro clínico, Laísa não recebeu a hidratação necessária até as primeiras horas do dia seguinte.

Caso se agravou

A situação agravou-se quando Laísa passou a ter dificuldades respiratórias e sangramentos na boca. Somente às 5h40 do dia 22 foi iniciado o tratamento com soro intravenoso; no entanto, ela só foi reavaliada por um médico às 11h. Apesar dos sinais, a família continuava recebendo garantias de que sua condição era "normal". A jovem foi finalmente levada à sala vermelha da UPA e intubada na madrugada.

Transferência para o Hospital das Clínicas

Após ser transferida para o Hospital das Clínicas às 5h da manhã em estado crítico e com parada cardiorrespiratória durante o trajeto, Laísa foi reanimada, mas seu quadro continuava grave. No hospital, procedimentos foram realizados para aspirar sangue coagulado das vias respiratórias; no entanto, ela já apresentava comprometimento hepático e renal significativo. Laísa faleceu às 16h17 devido à dengue complicada por choque hipovolêmico e hepatite aguda.

Pronunciamento das unidades de saúde

As autoridades da saúde se pronunciaram sobre o caso. A Secretaria Municipal de Saúde expressou suas condolências à família e iniciou uma investigação sobre as circunstâncias da morte da vítima. O Hospital das Clínicas também lamentou o ocorrido e informou que a liberação do leito ocorreu às 3h26 do dia da transferência.

Segundo a secretaria estadual da saúde, o processo para alocação de vagas é coordenado pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), que opera continuamente na busca por leitos adequados conforme a gravidade dos casos.

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