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Mudanças climáticas abrem caminho para nova extinção em massa, alerta cientista

12 abr 2025 - 14h10
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O impacto das mudanças climáticas pode levar o planeta a um colapso ambiental de grandes proporções. O alerta foi feito pelo Hugh Montgomery, médico e diretor do Centro de Saúde e Desempenho Humano da University College London, durante evento internacional realizado nesta terça-feira (8), no Rio de Janeiro. O cientista britânico afirmou que o mundo caminha para uma extinção em massa se não houver uma reversão urgente na trajetória atual.

O Brasil foi escolhido como sede da conferência por ser o país anfitrião da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30)
O Brasil foi escolhido como sede da conferência por ser o país anfitrião da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Montgomery foi um dos palestrantes da abertura do Forecasting Healthy Futures Global Summit, encontro que discute os efeitos do clima sobre a saúde. O Brasil foi escolhido como sede da conferência por ser o país anfitrião da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para novembro.

Segundo ele, a situação já é crítica. "A maior e mais rápida que o planeta já viu, e somos nós que estamos causando isso", afirmou, ao se referir à extinção de espécies em ritmo acelerado. A tendência, de acordo com o pesquisador, é que o desaparecimento de formas de vida se intensifique caso a temperatura média global atinja 3 °C acima dos níveis pré-industriais. Em 2024, o aumento foi de 1,5 °C, marca histórica desde que os registros começaram. A previsão é que, se nada mudar, o mundo alcance 2,7 °C até o fim do século.

Como as mudanças climáticas aceleram o colapso do Ártico?

As consequências podem ser ainda mais graves do que se imagina. Para o cientista, mesmo aumentos menores — entre 1,7 °C e 2,3 °C — já representam risco real. "Se alcançarmos, mesmo que temporariamente, um aumento entre 1,7 °C e 2,3 °C, teremos um colapso abrupto das camadas de gelo do Ártico", disse. Isso afetaria a Circulação Meridional do Atlântico, corrente oceânica essencial para o equilíbrio climático global, e levaria à elevação do nível do mar em vários metros nas próximas décadas.

Além do dióxido de carbono, Montgomery chamou atenção para o metano, que possui potencial poluente 83 vezes maior e é liberado principalmente na produção de gás natural. Para ele, enfrentar o aquecimento global não é só uma questão ambiental. É também uma urgência econômica. Segundo suas projeções, os danos causados pelas mudanças climáticas podem reduzir em até 20% ao ano o desempenho da economia mundial a partir de 2049 — uma perda estimada em US$ 38 trilhões anuais.

Apesar da necessidade de adaptação às novas condições climáticas, ele reforça que isso não é suficiente: "Mas isso não pode ser feito em detrimento de uma redução drástica e imediata nas emissões, porque não faz sentido focar apenas no alívio dos sintomas quando deveríamos estar buscando a cura".

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