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Mundo

A gripe aviária que matou centenas de flamingos na Argentina e se espalha pela América do Sul

A cepa H5N1 do vírus da gripe aviária, que infectou esses animais, pode afetar um bando inteiro em poucos dias.

29 nov 2023 - 17h54
(atualizado às 21h30)
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Os flamingos-de-james, também conhecidos como flamingos-da-puna, vivem em grandes altitudes na Argentina, Bolívia, Chile e Peru
Os flamingos-de-james, também conhecidos como flamingos-da-puna, vivem em grandes altitudes na Argentina, Bolívia, Chile e Peru
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Um surto de gripe aviária matou 220 flamingos no noroeste da Argentina, confirmaram autoridades locais.

As aves mortas são da espécie flamingo-de-james (Phoenicoparrus jamesi), que vive em grandes altitudes na Argentina, Bolívia, Chile e Peru.

A cepa H5N1 do vírus da gripe aviária que se espalha atualmente pela América do Sul pode infectar um bando inteiro em poucos dias.

Também pode se espalhar para humanos e outros mamíferos através de excrementos e saliva.

Em agosto, mais de 50 leões-marinhos morreram de gripe aviária na costa atlântica da Argentina e no início deste ano milhares deles foram encontrados mortos no Chile e no Peru.

Leões-marinhos também foram infectados com gripe aviária
Leões-marinhos também foram infectados com gripe aviária
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Alguns dos testes realizados nos flamingos encontrados mortos na Província de Catamarca, no noroeste, deram positivo para gripe aviária, disse a especialista de biodiversidade Anabella Ahumada à imprensa local.

As lagoas da região também abrigam outras duas espécies de flamingos, mas até agora apenas os flamingos-de-james parecem ter sido infectados.

As autoridades locais afirmaram ter adotado medidas para conter a propagação do vírus. Também alertaram aos moradores locais para não tocarem em animais mortos.

O flamingo-de-james, também conhecido como flamingo-da-puna, é classificado como "quase ameaçado" pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Casos no Brasil

Em maio deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou os primeiros casos no Brasil de infecção pelo vírus influenza H5N1 em aves silvestres.

A detecção aconteceu no litoral do Espírito Santo, mais especificamente nas cidades de Marataízes, Vitória e Cariacica.

As duas aves eram da espécie trinta-réis de bando (Thalasseus acuflavidus) e a outra é um atobá-pardo (Sula leucogaster).

Elas foram encontradas debilitadas em praias e encaminhadas para institutos de pesquisa.

Os especialistas colheram amostras dos animais, que foram remetidas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. A análise confirmou a presença do vírus H5N1.

Posteriormente, outros casos foram identificados no Brasil. Ao menos 19 haviam sido confirmados até meados deste ano, segundo o Mapa.

Entre os casos, estão 13 no estado do Espírito Santo, nos municípios de Marataízes, Cariacica, Vitória, Nova Venécia, Linhares, Itapemirim, Serra e Piúma, cinco casos no estado do Rio de Janeiro, em São João da Barra, Cabo Frio e Ilha do Governador, e um no sul do Rio Grande do Sul.

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