Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

África

Saiba mais sobre a bandeira da monarquia líbia do rei Idris

22 fev 2011 - 16h29
(atualizado às 17h07)
Compartilhar

A bandeira da monarquia líbia do rei Idris, hasteada nesta terça-feira na embaixada de Trípoli em Estocolmo, foi a primeira bandeira do país entre a independência do jugo italiano e a chegada ao poder de Muamar Kadafi.

Foto: AFP

Preta, com uma lua crescente, uma estrela e duas faixas, uma vermelha e outra verde, a bandeira monárquica é utilizada pelos manifestantes anti-Kadafi como símbolo da insurreição que sacode o país.

Essa bandeira, em vigor durante o reino de Idris I (1951-1969), inspirava-se no pendão da Cirenaica, onde Idris era Emir. O símbolo foi adotado no dia da independência, 24 de dezembro de 1951, por todo o país.

A bandeira da Cirenaica, de onde Benghazi é a principal cidade, se inspirou, por sua vez, no pendão do Império Otomano. A região pertenceu ao império entre 1551 e 1912, antes de ser cedida à Itália, que unificou o país em 1934.

A faixa vermelha representa o Fezzan (no sudoeste, grande região desértica com Sebha como principal cidade) e a faixa verde a Tripolitânia, no nordeste - onde se encontra Trípoli, capital do país - e onde Idris também foi Emir.

Pouco depois de sua tomada do poder, no dia 1º de setembro de 1969, Muamar Kadafi adotou uma bandeira utilizando três das quatro cores pan-árabes (vermelho, branco e preto - excluindo o verde).

De 1972 até 1977, um "falcão dourado", igual ao símbolo do Egito e da Síria, foi adicionado ao desenho junto da menção "República Árabe da Líbia".

Em sinal de protesto contra a viagem do antigo presidente egípcio Anouar al-Sadate para Jerusalém e para marcar a ruptura com este país, Kadhafi adotou no fim de 1977 uma bandeira inteiramente verde, a única do mundo a ter apenas uma cor, que simboliza o Islã e a "Revolução Verde" que ele pretendia conduzir.

Mundo árabe em convulsão

A onda de protestos que desbancou em poucas semanas os longevos governos da Tunísia e do Egito segue se irradiando por diversos Estados do mundo árabe. Depois da queda do tunisiano Ben Alie do egípcio Hosni Mubarak, os protestos mantêm-se quase que diariamente e começam a delinear um momento histórico para a região. Há elementos comuns em todos os conflitos: em maior ou menor medida, a insatisfação com a situação político-econômica e o clamor por liberdade e democracia; no entanto, a onda contestatória vai, aos poucos, ganhando contornos próprios em cada país e ressaltando suas diferenças políticas, culturais e sociais.

No norte da África, a Argélia vive - desde o começo do ano - protestos contra o presidente Abdelaziz Bouteflika, que ocupa o cargo desde que venceu as eleições, pela primeira vez, em 1999; mais recentemente, a população do Marrocos também aderiu aos protestos, questionando o reinado de Mohammed VI. A onda também chegou à península arábica: na Jordânia, foi rápida a erupção de protestos contra o rei Abdullah, no posto desde 1999; já ao sul da península, massas têm saído às ruas para pedir mudanças no Iêmen, presidido por Ali Abdullah Saleh desde 1978, bem como em Omã, no qual o sultão Al Said reina desde 1970.

Além destes, os protestos vêm sendo particularmente intensos em dois países. Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança; em meio à onda de violência, um filho de Kadafifoi à TV estatal do país para tirar a legitimidade dos protestos, acusando um "complô" para dividir o país e suas riquezas. Na península arábica, o pequeno reino do Bahrein - estratégico aliado dos Estados Unidos - vem sendo contestado pela população, que quer mudanças no governo do rei Hamad Bin Isa Al Khalifa, no poder desde 1999.

Além destes países árabes, um foco latente de tensão é a república islâmica do Irã. O país persa (não árabe, embora falante desta língua) é o protagonista contemporâneo da tensão entre Islã/Ocidente e também tem registrado protestos populares que contestam a presidência de Mahmoud Ahmadinejad, no cargo desde 2005. Enquanto isso, a Tunísia e o Egito vivem os lento e trabalhoso processo pós-revolucionário, no qual novos governos vão sendo formados para tentar dar resposta aos anseios da população.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra