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Ásia

Malala diz que não será silenciada por ameaças do Talibã

12 jul 2013 - 12h04
(atualizado às 12h32)
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A adolescente Malala Yousafzai participa do encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (esq.)
A adolescente Malala Yousafzai participa do encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (esq.)
Foto: AP

A adolescente paquistanesa Malala Yousafzai afirmou, em seu esperado discurso nas Nações Unidas nesta quinta-feira, que não será silenciada por ameaças terroristas, em seu primeiro pronunciamento público desde que foi baleada pelo grupo talibã.

"Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam", disse Malala na Assembleia de Jovens da ONU em seu aniversário de 16 anos. No discurso, ela pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas.

"Os terroristas pensaram que eles mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram", completou, recebendo muitos aplausos.

A jovem defensora da educação para meninas foi atingida na cabeça por um tiro de um extremista talibã no momento em que seguia para a escola, em um ônibus, perto de sua casa no Vale do Swat no dia 12 de outubro de 2012.

Ela recebeu tratamento médico na Grã-Bretanha, onde mora atualmente. O ataque chamou a atenção do mundo para a campanha de Malala a favor de mais oportunidades de estudo para as mulheres.

Gordon Brown, ex-primeiro-ministro britânico e enviado especial da ONU para a educação, elogiou Malala como "a garota mais corajosa do mundo", ao apresentá-la à Assembleia de Jovens da ONU.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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