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China defende que mais vozes do Sul Global sejam ouvidas nas Nações Unidas

17 jun 2026 - 08h32
(atualizado às 17h12)
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Os mercados emergentes ‌sofrem com uma representação inadequada nas Nações Unidas, cuja autoridade é cada vez mais contestada pelo agravamento das disputas políticas e econômicas em todo o mundo, afirmou nesta quarta-feira o ministro ⁠das Relações Exteriores da China, Wang Yi.

Os comentários, ‌que incluíram uma breve menção aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, mas ‌poucos detalhes, foram feitos em ‌uma rara coletiva de imprensa em Pequim ⁠para o lançamento de um livro branco que delineia maneiras de tornar a governança global mais justa e equitativa.

"Os países, sejam grandes ou pequenos, fortes ou fracos, desenvolvidos ou em ‌desenvolvimento, são membros iguais da comunidade internacional", afirmou ‌Wang, pedindo que ⁠mais vozes ⁠do Sul Global sejam ouvidas.

Novos desafios que se sucedem rapidamente ⁠trazem crises ‌globais interligadas, disse Wang, ‌acrescentando: "O navio da civilização entrou em águas perigosas, com recifes ocultos e tempestades violentas."

As disputas revelam conflitos profundamente enraizados, enquanto "eventos do tipo ⁠cisne negro e rinoceronte cinza" surgem continuamente, disse ele, referindo-se a eventos inesperados ou ameaças que são ignoradas apesar de sua visibilidade.

A China costuma tentar ‌se mostrar como pacificadora tanto nos conflitos do Oriente Médio quanto na Ucrânia, promovendo o ⁠diálogo ao se apresentar como um pilar da estabilidade global e um ator diplomático indispensável.

É o maior comprador de petróleo iraniano e russo, incluindo suprimentos por gasodutos e embarcações marítimas.

O livro branco visa construir um consenso internacional sobre respostas eficazes aos desafios globais, disse Wang, e a defesa da autoridade e do status das Nações Unidas é fundamental para o sucesso da iniciativa.

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