Coreia do Norte admite disparo de míssil intercontinental
País já havia sido acusado pela Coreia do Sul e pelos EUA
A Coreia do Norte confirmou ter disparado um míssil balístico intercontinental (Icbm) na madrugada desta quarta-feira (12).
Segundo o país, o lançamento foi um teste do modelo Hwasong-18, de combustível sólido, que viajou a uma altitude de 6,6 mil quilômetros e voou por pouco mais de mil quilômetros.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu "empreender uma ofensiva militar mais forte" até que os Estados Unidos abandonem a "política hostil" contra o país.
A ordem partiu dele para reafirmar a credibilidade técnica e confiabilidade operacional do sistema militar de Pyongyang, segundo a agência de notícias oficial norte-coreana Kcna.
Esse foi o segundo lançamento de mísseis balísticos intercontinentais a combustível sólido, depois do primeiro disparo de teste, em 13 de abril deste ano, e aconteceu após a ameaça de abater aviões espiões dos Estados Unidos em caso de "repetidas invasões ilegais".
Segundo Kim Jong-un, o lançamento foi feito como parte dos esforços do regime para reforçar a autodefesa contra o "desastre de uma guerra nuclear".
A responsabilidade pelo disparo já havia sido atribuída à Coreia do Norte pela Coreia do Sul, que informou que o projétil atingiu o Mar do Japão. .