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Romênia perde 14% de sua população por emigração econômica

18 set 2016 - 06h02
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Desde o fim da ditadura comunista na Romênia, há 27 anos, o país passou de 23 milhões de habitantes para 19,7 milhões, uma queda de 14% provocada principalmente pela emigração econômica, que causa perdas milionárias e ameaça os serviços fornecidos pelo governo.

Só no ano passado, o segundo país mais pobre da União Europeia (UE) perdeu 110 mil pessoas. A cidade de Brasov, na região da Transilvânia, é um símbolo desta tendência que afeta à Romênia.

Em 1989, antes da queda do Muro de Berlim, Brasov tinha 350 mil habitantes. Hoje, tem apenas 280 mil e é apenas uma das 50 cidades romenas que perderam mais de 20% de sua população nos últimos 25 anos, segundo dados oficiais que foram divulgados em agosto.

"O despovoamento do país entra em uma fase mais avançada e mais dramática", explicou à Agência Efe Vasile Ghetau, diretor do Centro para a Pesquisa Demográfica da Academia Romena.

Da década de 1960 até a derrocada e execução do último ditador, Nicolae Ceausescu, em 1989, a população da Romênia tinha crescido devido à impossibilidade de sair do país, à proibição do aborto (único país a adotar a medida no bloco comunista) e a uma certa melhora da economia e das condições de vida.

Após a queda do comunismo, porém, os romenos começaram a sair do país em busca de uma vida com mais qualidade, emigrando especialmente para a Itália e a Espanha. E isso ocorreu mesmo com uma constante expansão da economia, segundo as estatísticas.

Desde sua entrada na UE em 2007, o PIB romeno passou de 48% para 57% dentro da média comunitária.

"As principais causas dessa melhora são a diferença de desenvolvimento entre antigos e novos membros da UE, as redes constituídas pelos movimentos migratórios, que facilitam a circulação de pessoas, e a ausência de uma política europeia comum que otimize a imigração", explicou o sociólogo Dumitru Sandu.

O salário de um médico romeno, por exemplo, é até seis vezes mais baixo do que o recebido por um profissional de mesmo nível nos países mais ricos da Europa, o que leva muitos jovens a estudar no exterior.

Segundo uma pesquisa realizada no fim do ano passado com romenos de idades entre 16 e 35 anos que tinham emigrado e depois retornado, mais de 90% disseram ter deixado o país para buscar melhores salários e oportunidades de trabalho. As consequências para o país são muito graves.

"A perda constante de população acarreta problemas como um déficit de médicos, escassez de mão de obra qualificada, o envelhecimento da população e um aumento do número de crianças que ficaram sem seus pais, sob responsabilidade de algum familiar próximo", ressaltou Sandu.

Atualmente, 17% dos romenos tem mais de 65 anos. A porcentagem era de apenas 10% há 25 anos.

Uma estimativa do jornal "Ziarul Financial" afirma que o governo deixa de ganhar 6 mil euros por trabalhador que deixou o país, tomando como referência um salário bruto de 500 euros por mês.

Segundo os cálculos da ONU, a população da Romênia cairá outros 20% até 2045, para 15,8 milhões de pessoas. Em 2060, o país terá apenas 14 milhões de habitantes, segundo as projeções.

Para Sandu, a solução passa por garantir um crescimento econômico sustentável e por modernizar a antiquada administração pública para eliminar os impedimentos burocráticos à criação de empresas.

O governo já anunciou que aprovará uma ajuda de 50 mil euros para os romenos que voltarem ao país para abrir um negócio.

EFE   
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