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Israel vai tomar partes de Gaza com expansão de operação militar

2 abr 2025 - 09h19
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Israel anunciou uma grande expansão das operações militares em Gaza nesta quarta-feira, dizendo que grandes áreas do enclave serão tomadas e adicionadas às suas zonas de segurança, acompanhadas de retiradas em larga escala da população.

Em um comunicado, o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que as retiradas ocorrerão nas áreas onde há combates, ao mesmo tempo em que exortou os habitantes de Gaza a eliminar o Hamas e a devolver os reféns israelenses como a única maneira de acabar com a guerra.

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Ele afirmou que a operação vai eliminar os militantes e a infraestrutura "e tomar grandes áreas que serão adicionadas às zonas de segurança do Estado de Israel".

Basem Naim, uma autoridade sênior do Hamas, disse à Reuters que os reféns israelenses só serão libertados por meio de negociações, e não por pressão militar.

Os militares israelenses já haviam emitido avisos de retirada para os habitantes de Gaza que moram nos arredores da cidade de Rafah, no sul, e em direção à cidade de Khan Younis, dizendo-lhes para se mudarem para a área de Al-Mawasi, na costa, anteriormente designada como zona humanitária.

O Ministério da Saúde de Gaza informou que 41 pessoas foram mortas em ataques israelenses na quarta-feira, sendo que 19 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em um ataque a uma clínica da ONU usada para abrigar pessoas deslocadas.

Segundo a rádio palestina, a região ao redor de Rafah estava quase completamente vazia após as ordens de retirada.

No local de um ataque em Khan Younis, Rida al-Jabbour segurava um sapatinho e apontou para uma parede manchada de sangue enquanto contava como uma vizinha havia sido morta junto com seu bebê de três meses.

"Desde o momento em que o ataque ocorreu, não conseguimos nos sentar, dormir ou qualquer outra coisa", disse ela, descrevendo como as equipes de resgate não conseguiram separar os restos mortais.

ZONA DE PROTEÇÃO

A declaração de Katz não deixou claro a quantidade de terra que Israel pretende confiscar ou se a medida representa uma anexação permanente de território, o que aumentaria ainda mais a pressão sobre uma população que já vive em uma das áreas mais populosas do mundo.

De acordo com o grupo israelense de direitos Gisha, Israel já assumiu o controle de cerca de 62 quilômetros quadrados, ou cerca de 17% da área total de Gaza, como parte de uma zona de proteção em torno dos limites do enclave.

A tomada da zona de proteção, que contém infraestrutura, incluindo poços, estações de bombeamento de esgoto e instalações de tratamento de águas residuais, bem como uma parte significativa das terras agrícolas de Gaza, também aumentará a pressão sobre a capacidade do enclave de se sustentar.

Ao mesmo tempo, os líderes israelenses disseram que planejam facilitar a saída voluntária dos palestinos do enclave, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que ele fosse permanentemente esvaziado e reconstruído como um resort costeiro sob o controle dos EUA.

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