Jornalistas são presos após protesto em prol de rival de Erdogan
Polícia fez operação em casas de profissionais que cobriram ato
Ao menos 10 jornalistas que cobriram os protestos em Istambul contra a prisão do prefeito Ekrem Imamoglu foram detidos durante operações policiais em suas residências na madrugada desta segunda-feira (24).
As detenções foram relatadas pelo sindicado de jornalistas turcos Disk Basin Is e ocorrem um dia após as novas manifestações desencadeadas pela prisão por suspeita de corrupção e apoio a grupos terroristas de Imamoglu, o principal opositor do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
Segundo o comunicado, entre os detidos estão Onur Tosun, da emissora Now, o fotojornalista Bulent Kilic, o jornalista Zeynep Kuray, o repórter da AFP Yasin Akgul, o jornalista Hayri Tunc, o fotojornalista do município de Istambul Kurtulus Ari, o repórter do portal Sendika, Zisan Gur, o fotojornalista Murat Kocabas, e os jornalistas Gokhan Kam e Baris Ince, do BirGun.
Hoje, a polícia turca também anunciou que mais de 1,1 mil pessoas foram detidas desde o início da onda de protestos em apoio ao considerado único político capaz de derrotar Erdogan - que está no poder há mais de duas décadas - nas próximas eleições.
Inclusive, nas primárias do principal partido da oposição na Turquia, o CHP, para escolher o candidato para as próximas eleições presidenciais, programadas para 2028, Imamoglu recebeu quase 15 milhões de votos. As consultas, nas quais o prefeito de Istambul foi o único candidato, foram realizadas em todas as 81 províncias turcas e mais de 14.850.000 pessoas votaram, incluindo 1.653.000 membros de sigla de centro-esquerda.
Paralelamente, um porta-voz da Comissão Europeia disse que o poder Executivo do bloco está "acompanhando de perto a situação na Turquia", que deve "respeitar os valores democráticos".
"A prisão do prefeito de Istambul, Imamoglu, e dos manifestantes continuam a levantar questões sobre a adesão da Turquia à sua nova tradição democrática como membro do Conselho da Europa e candidato à UE. Todos os valores democráticos, os direitos dos funcionários eleitos e o direito a manifestações pacíficas devem ser totalmente respeitados", reiterou. .