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Macron recusou teste russo de covid por temer roubo de DNA

O chefe de Estado francês foi mantido à distância do líder russo durante longas conversas sobre a crise na Ucrânia em Moscou

11 fev 2022 - 10h02
(atualizado às 10h12)
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Presidente da França, Emmanuel Macron, em Bruxelas
22/10/2021 REUTERS/Aris Oikonomou
Presidente da França, Emmanuel Macron, em Bruxelas 22/10/2021 REUTERS/Aris Oikonomou
Foto: Reuters

O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou um pedido do Kremlin para que ele fizesse um teste russo para detecção de covid-19 quando chegou para uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta semana, para evitar que a Rússia se apossasse de seu DNA, disseram à Reuters duas fontes na comitiva de Macron.

Por isso, o chefe de Estado francês foi mantido à distância do líder russo durante longas conversas sobre a crise na Ucrânia em Moscou.

Eles foram fotografados em extremidades opostas de uma mesa tão longa que provocou comentários satíricos nas mídias sociais e especulações, inclusive de diplomatas, de que Putin poderia estar usando isso para enviar uma mensagem.

Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, durante reunião em Moscou
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, durante reunião em Moscou
Foto: Sputnik/Kremlin via REUTERS

Mas duas fontes que têm conhecimento do protocolo de saúde do presidente francês disseram à Reuters que Macron teve que fazer uma escolha: aceitar um teste de PCR feito pelas autoridades russas e ter permissão para se aproximar de Putin ou recusar e ter que cumprir normas sociais de distanciamento mais rigorosas.

"Sabíamos muito bem que isso significava nenhum aperto de mão e aquela mesa longa. Mas não podíamos aceitar que eles colocassem as mãos no DNA do presidente", disse uma das fontes à Reuters, referindo-se a preocupações de segurança se o líder francês fosse testado por médicos russos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Macron recusou o teste e disse que a Rússia não tinha problemas com isso, mas significava que era necessária uma distância de 6 metros de Putin para proteger a saúde do líder do Kremlin.

"Não há política nisso, não interfere nas negociações de forma alguma", afirmou ele.

Uma segunda fonte na comitiva de Macron disse que ele fez um teste de PCR francês antes da partida e um teste de antígeno feito por seu próprio médico quando já estava na Rússia.

"Os russos nos disseram que Putin precisava ser mantido em uma bolha de saúde rigorosa", declarou a segunda fonte.

O gabinete de Macron disse que o protocolo de saúde russo "não nos parece aceitável ou compatível com nossas restrições diárias", referindo-se ao tempo que seria necessário para aguardar os resultados.

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