Oferta de Trump de conversas com Irã visa evitar ação militar, diz enviado dos EUA
A aproximação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a autoridade máxima do Irã, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, sobre um possível novo acordo nuclear é um esforço para evitar ação militar, disse o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, no domingo.
"Não precisamos resolver tudo militarmente", disse Witkoff à Fox News.
"Nosso sinal para o Irã é: vamos nos sentar e ver se podemos, por meio do diálogo, da diplomacia, chegar ao ponto certo. Se conseguirmos, estamos preparados para fazer isso. E se não conseguirmos, a alternativa não é uma boa alternativa."
Trump disse no início deste mês que enviou uma carta a Khamenei, alertando que "há duas maneiras de lidar com o Irã: militarmente ou fazendo um acordo".
Khamenei rejeitou a oferta dos EUA para conversações como "uma farsa", dizendo que negociar com o governo Trump iria "apertar o nó das sanções e aumentar a pressão sobre o Irã".
No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse na quinta-feira que Teerã responderia em breve às "ameaças e oportunidades" da carta. Ele advertiu no domingo que as negociações com os EUA são impossíveis, a menos que Washington mude sua política de pressão.
Falando separadamente na CBS News, o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Mike Waltz, disse que os EUA buscam o "desmantelamento total" do programa nuclear do Irã.
"O Irã tem que desistir de seu programa de uma forma que o mundo inteiro possa ver", afirmou ele.
"Como disse o presidente Trump, isso está chegando a um ponto crítico. Todas as opções estão sobre a mesa e é hora de o Irã se afastar completamente de seu desejo de ter uma arma nuclear."
Há muito tempo, Teerã afirma que o programa é apenas para fins pacíficos.
