Principais diplomatas de China e EUA discutem "interações de alto nível" em conversa telefônica, diz Pequim
O chanceler chinês Wang Yi e o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio debateram futuras interações de alto nível, com foco em cooperação e respeito mútuo. O diálogo antecede a esperada reunião entre Xi Jinping e Donald Trump, prevista pelo líder americano para 24 de setembro. Os diplomatas também discutiram o Oriente Médio, contexto em que Wang pediu moderação entre Teerã e Washington, a retomada do acordo de paz provisório e a liberação do Estreito de Ormuz, após conversa prévia com o Irã.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse nesta quinta-feira ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma ligação telefônica, que os dois países "devem se preparar bem para a próxima etapa de interações de alto nível, no espírito de igualdade, respeito e reciprocidade", informou o ministério de Wang.
A diplomacia de alto nível serve como âncora das relações entre China e EUA, disse Wang, acrescentando que as duas partes devem fortalecer a comunicação, promover a cooperação, administrar as divergências e respeitar os interesses fundamentais uma da outra.
A ligação ocorreu uma semana antes da visita prevista do presidente chinês, Xi Jinping, aos EUA, com um encontro com o presidente Donald Trump marcado para 24 de setembro, conforme havia informado Trump.
O resumo oficial chinês da conversa não chegou a confirmar explicitamente um próximo encontro entre Xi e Trump, mas afirmou que Wang e Rubio "mantiveram discussões aprofundadas com foco nos intercâmbios de alto nível entre os dois países".
Os dois altos diplomatas também discutiram a situação no Oriente Médio, informou o Ministério das Relações Exteriores da China, um dia depois de Wang receber o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Pequim para conversações.
Em sua reunião com Araqchi na quarta-feira, Wang encorajou Irã e EUA a manterem a racionalidade, exercerem moderação, retornarem ao acordo de paz provisório assinado em junho e "se engajarem em consultas substantivas", ao mesmo tempo em que pediu a reabertura do Estreito de Ormuz.
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