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Recuperação da Bovespa surpreende e dólar perde força

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A turbulência na economia mundial provocou uma queda generalizada nas bolsas de valores e a disparada do dólar, que era visto como uma moeda de segurança. No entanto o cenário mudou ao longo de 2009: a recuperação do mercado financeiro no Brasil surpreendeu analistas e o dólar voltou a patamares pré-crise, tendo a sua importância como moeda de reserva questionada. No caso brasileiro, a entrada de dólares na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) contribuiu para a desvalorização da moeda americana.

Bovespa (int e landing)
Bovespa (int e landing)
Foto: AFP

Em 2 de março, o principal índice de ações do mercado nacional despencou 5,09% e registrou a mínima pontuação do ano (36.234), depois de encerrar 2008 com queda de 41,2% - seu pior ano desde 1972. No mesmo dia, a moeda americana subiu a R$ 2,443, na maior cotação de fechamento do dólar desde 9 de dezembro de 2008. A data marca o pior momento do mercado nacional, que refletia as inseguranças do exterior frente à crise de crédito.

Em dezembro, o Brasil já estava fora da recessão técnica e o Ibovespa encostava nos 70 mil pontos - um avanço de quase 90% frente a mínima do ano e a maior pontuação de fechamento desde junho do ano passado. Ao longo do ano, bancos e agências foram obrigados a revisar as estimativas de pontos do indicador à medida que ele foi superando as expectativas.

Foi o caso do Credit Suisse, que já elevou duas vezes a projeção para o final do ano, na última para 64 mil pontos. Segundo pesquisa com 18 analistas consultados pela Reuters, o Ibovespa deve encerrar 2009 em 65 mil pontos, com ganho de 73% no ano. Para o final de 2010, o Santander fixou a meta de 80 mil pontos. Além do otimismo do mercado com os sinais de recuperação da economia global, a Bovespa se beneficiava da retomada dos investimentos estrangeiros no mercado nacional.

Para diminuir o fluxo de especuladores e a valorização do real frente o dólar, o governo programou a cobrança de 2% por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre investimentos estrangeiros em ações e renda fixa. A medida causou polêmica inicialmente e analistas afirmaram que não seria suficiente para segurar a valorização do real.

Também em dezembro, o dólar atingia o patamar de R$ 1,70, com desvalorização de 30% diante do maior valor no ano e a menor desde 3 setembro de 2008. A expectativa do mercado é que novas emissões de dívida e ofertas de ações mantenham o saldo positivo no movimento de câmbio para o País. Frente ao euro, a moeda americana também perdeu valor, alcançando os menores patamares em mais de um ano, o mesmo acontecia com o iene.

A desconfiança com relação à economia americana fez a China liderar uma campanha de substituição do dólar como moeda de reserva, também para refletir a mudança no balanço de poder na economia globalizada. O país asiático detém mais títulos da dívida do Tesouro americano que qualquer outra nação e tem expressado receio de que os enormes gastos de Washington com pacotes de estímulo econômico possam provocar inflação, golpeando as reservas chinesas lastreadas em dólar. No entanto, ainda não houve nenhuma discussão oficial entre países que evidencie alguma alternativa viável ao dólar.

Fonte: Redação Terra
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