Pirarucu é encontrado morto com boné preso ao corpo em lago de Goiás; veja
Uma moradora de Porangatu flagrou a tragédia neste domingo, 23; Secretaria lamentou conduta dos visitantes
Um ponto turístico conhecido de Porangatu, em Goiás, virou cenário de uma triste perda ambiental no último domingo, 23. Isso porque uma moradora da região flagrou um pirarucu morto às margens da Lagoa Grande e publicou o registro nas redes sociais. Tudo indica que o peixe de 1,26 metro morreu devido à ação humana, com um boné preso às guelras.
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No vídeo, o animal aparece morto no chão, com um objeto enrolado no corpo. Em nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porangatu (Semma) confirmou que se tratava de um boné. "[O animal] pode ter tentado se alimentar do material ou se enroscado de forma acidental, vindo a óbito por asfixia ou estresse", explica.
Símbolo da região amazônica, o pirarucu é um dos maiores peixes de água doce no mundo e está sob ameaça de extinção desde 1996. Em razão do risco, uma portaria do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também restringe a captura da espécie ao tamanho mínimo de 150 centímetros.
No comunicado, a Semma reiterou a importância da espécie e seu valor ecológico. "Sua presença na Lagoa Grande é resultado direto dos esforços contínuos de manejo e conservação ambiental promovidos pelo município, que tem investido na valorização da biodiversidade local", explica texto.
A pasta ainda garantiu que realiza monitoramentos periódicos, além de ações educativas, limpeza e fiscalização na Lagoa Grande, visando preservar a fauna, a flora e a qualidade ambiental do espaço. "Entretanto, o descarte inadequado de resíduos sólidos por parte da população ainda representa um grave desafio", alerta.
"Nenhuma gestão pública, por mais atuante e técnica que seja, consegue impedir individualmente cada atitude incorreta praticada pela sociedade", completou a secretaria, em referência ao boné encontrado nas guelras do animal.
"Seguiremos atuando com transparência, compromisso e responsabilidade, mas é fundamental que cada cidadão faça a sua parte. O futuro do nosso patrimônio natural depende da união entre o poder público e a sociedade", finaliza nota.