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Vulcão no Brasil? Conheça lugares que já tiveram atividade vulcânica no País

Vulcão Paredão, localizado no Espírito Santo, foi considerado um exemplo recente de atividade vulcânica no País

6 mai 2024 - 05h00
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Ilha de Trindade, no Espírito Santo, abriga o vulcão Paredão
Ilha de Trindade, no Espírito Santo, abriga o vulcão Paredão
Foto: Wilton Júnior/Estadão

É até estranho pensar que já houve atividade vulcânica no Brasil devido à localização das placas tectônicas, mas a verdade é que o território brasileiro já expeliu lavas há milhares de anos. E os vulcões extintos, espalhados em vários estados, estão aí para comprovar. 

Com uma idade estimada em 200 mil anos, o vulcão Paredão, localizado na Ilha de Trindade, no Espírito Santo, foi considerado um exemplo recente da atividade vulcânica no Brasil. Mesmo com o desgaste do tempo, das chuvas e dos ventos, o vulcão é o único que mantém uma parte da estrutura preservada.

"A Ilha de Trindade está a mais ou menos 1.300 quilômetros de distância do continente. Ela faz parte de uma cadeia de montes submarinos. Na ilha, a gente tem um edifício vulcânico parcialmente preservado. Esse é o único edifício vulcânico preservado que a gente tem em território nacional", explica a professora e pesquisadora Letícia Guimarães, do departamento de geologia da Universidade Federal da Bahia.

O famoso arquipélago Fernando de Noronha,na costa de Pernambuco, é outro exemplo. O local paradisíaco é resultado de uma cadeia de montanhas submersas que se formaram por meio das atividades vulcânicas no País, há mais de 10 milhões de anos.

No entanto, o vulcão mais antigo do Brasil está localizado na região amazônica, entre os rios Tapajós e Jamanxim, e teria sofrido com a ação do intemperismo.

Como se formam os vulcões

Conhecidos e temidos desde a pré-história, os vulcões são estruturas geológicas onde ocorre o fenômeno responsável pelo lançamento do material magmático para a superfície.

"Os vulcões são a manifestação em superfície, a chegada na superfície terrestre do magma que foi gerado em profundidade. E esse magma pode ser gerado de diferentes maneiras. Ele é basicamente resultado da fusão parcial ou do manto terrestre ou da crosta terrestre", explica.

A pesquisadora reitera que as fusões do manto são mais significativas e geram maior volume de magma. Já a fusão da crosta é algo mais restrito.

"A gente vai considerar essa fusão como resultado de perturbação nas condições normais, digamos assim, dessa fonte, acrescenta

A partir disso, essa "perturbação" pode ser um aumento da temperatura que vai levar a fusão ou até mesmo uma descompressão rápida, sem que haja variação na temperatura. Isso acaba gerando alto volume de magma.

"Isso vai acontecer em alguns contextos geológicos e vai estar associado a contextos tectônicos, de forma bem geral. Então, por exemplo, esse aumento de temperatura geralmente está associado às plumas mantélicas. E aqui eu vou fazer um parênteses, que dentro da geologia, as plumas mantélicas são grandes corpos de magma, que chegam de profundidade e vêm até a superfície e são pontos fixos na Terra", acrescenta. 

Arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco
Arquipélago Fernando de Noronha, em Pernambuco
Foto: Administração de Fernando de Noronha/Divulgação

Vulcões extintos ou adormecidos?

Uma diferença significativa sobre vulcões é, justamente, seu estado: se foi extinto ou se está adormecido. Letícia Guimarães, da Ufba, explica que o vulcão extinto é aquele que não apresenta atividade, pois não possui mais câmara magmática ativa. 

"Quem trabalha com risco vulcânico está trabalhando com esse intervalo aí de qualquer sinal de atividade nos últimos 10 mil anos ou mais, para o caso de grandes sistemas. O extinto seria aquele que não tem nenhuma atividade de nenhum tipo", pontua.

Já os vulcões adormecidos têm taxa de recorrência eruptiva baixa, o que significa que ele tem algumas erupções ao longo de vários anos.

"O vulcão dormente não tem atividade visível de erupção em si, mas ele pode entrar em erupção em algum momento. Ele teria uma câmara magmática ativa ali na subsuperfície e pode acontecer algum evento que faça com que esse magma chegue à superfície e entre em erupção", acrescenta.

A geológa diz que no Brasil não há registro de vulcões dormentes. Ou seja, não há risco de que haja atividade vulcânica. Por outro lado, existem, sim, sistemas vulcânicos extintos que não entram mais em erupção.

Fonte: Redação Terra
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