A carreira de Marlon Brando, marcada por enormes sucessos e polêmicas

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Marlon Brando foi um dos atores mais influentes e icônicos da história do cinema. Brando revolucionou a atuação ao trazer um realismo intenso e uma profundidade psicológica a seus personagens ao longo de toda sua carreira.

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Tornando-se, assim, um dos principais expoentes do Método, técnica que aprendeu no Actors Studio de Lee Strasberg e Stella Adler. Sua carreira foi marcada por performances inesquecíveis, desafios pessoais e um impacto duradouro na indústria do entretenimento. Vamos, então, conhecer mais profundamente sua história de vida e carreira?

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Nascido em 3 de abril de 1924, em Omaha, Nebraska, Brando cresceu em um ambiente familiar turbulento. Sua mãe, Dorothy, era atriz e uma influência artística em sua vida, enquanto seu pai, Marlon Brando Sr., era um homem de negócios severo. Durante a adolescência, Brando demonstrou um comportamento rebelde, o que o levou a ser expulso de diversas escolas.

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Eventualmente, ele se mudou para Nova York em 1943, onde começou a estudar atuação na The New School e no Actors Studio, aprofundando-se no Método, técnica que enfatiza a imersão psicológica no personagem.

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O talento de Brando rapidamente chamou atenção na Broadway, onde estrelou "Truckline Café" e, principalmente, "Um Bonde Chamado Desejo" (1947), de Tennessee Williams, sob a direção de Elia Kazan.

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Sua interpretação de Stanley Kowalski, um homem rude e passional, foi aclamada pela crítica e pelo público, consolidando sua ascensão no mundo do espetáculo.

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A transição para o cinema foi natural e meteórica. Em 1951, Brando reprisou o papel de Stanley Kowalski na versão cinematográfica de "Um Bonde Chamado Desejo", dirigida por Kazan. Sua atuação foi explosiva, crua e revolucionária, rendendo-lhe sua primeira indicação ao Oscar.

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Nos anos seguintes, ele consolidou sua reputação como um dos maiores talentos de sua geração com filmes como "Viva Zapata!" (1952), "Júlio César" (1953) e "O Selvagem" (1953), no qual interpretou um motociclista rebelde, criando uma imagem que inspiraria gerações.

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Em 1954, Brando entregou uma das performances mais icônicas do cinema em "Sindicato de Ladrões", novamente dirigido por Elia Kazan. No papel de Terry Malloy, um ex-boxeador atormentado por sua consciência e pelo sistema corrupto em que vive, ele protagonizou a célebre cena "I coulda been a contender" ("Eu poderia ter desafiado o campeão").

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O papel lhe garantiu seu primeiro Oscar de Melhor Ator (1955), consolidando-o como um dos maiores intérpretes da sétima arte. Foi sua quarta indicação seguida, com sua primeira vitória.

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Nos anos seguintes, Brando seguiu experimentando diferentes papéis, embora sua carreira tenha enfrentado altos e baixos. Filmes como "Désirée" (1954), "O Último Tango em Paris" (1972) e "Morituri" (1965) mostraram sua versatilidade.

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Mas alguns fracassos comerciais e desentendimentos com diretores e produtores começaram a manchar sua reputação em Hollywood. Ganhou a fama de difícil nos bastidores, exigindo controle criativo e, muitas vezes, atrasando produções.

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A grande reviravolta aconteceu em 1972, quando aceitou o papel de Vito Corleone em "O Poderoso Chefão", de Francis Ford Coppola. Inicialmente, os executivos da Paramount não queriam Brando no papel devido a seu histórico complicado, mas Coppola insistiu.

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O teste de maquiagem impressionou os produtores, e Brando trouxe uma interpretação única ao patriarca da família Corleone, misturando fragilidade e brutalidade.

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O desempenho lhe garantiu seu segundo Oscar de Melhor Ator, mas, em um gesto histórico, ele recusou a estatueta em protesto contra a forma como Hollywood retratava os indígenas americanos. Em seu lugar, enviou a ativista Sacheen Littlefeather para recusar o prêmio, gerando uma enorme controvérsia.

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Apesar do sucesso estrondoso de "O Poderoso Chefão", Brando continuou a ter uma relação conturbada com a indústria. Em 1978, surpreendeu ao interpretar Jor-El, o pai de Superman, no blockbuster "Superman: O Filme", pelo qual recebeu um dos maiores salários da época por poucos minutos de tela.

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Nos anos seguintes, sua participação em "Apocalypse Now" (1979), como o enigmático Coronel Kurtz, tornou-se lendária, apesar das dificuldades nas filmagens, incluindo seu ganho excessivo de peso e sua falta de preparação para o papel. O resultado, no entanto, foi uma das atuações mais marcantes de sua carreira.

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Nos anos 1980 e 1990, Brando reduziu suas aparições no cinema. Fez participações em "A Fórmula" (1980) e "Don Juan DeMarco" (1995), mas sua vida pessoal começou a ofuscar sua trajetória profissional.

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O ator enfrentou tragédias familiares, como o assassinato do namorado de sua filha, Christian Brando, e problemas financeiros devido ao seu estilo de vida excêntrico e caro. Seu último papel no cinema foi em "A Cartada Final" (2001), ao lado de Robert De Niro e Edward Norton.

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Marlon Brando faleceu em 1º de julho de 2004, aos 80 anos, deixando um legado inestimável para o cinema. Seu impacto na atuação é visível até hoje, com inúmeros atores citando-o como inspiração.

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Sua abordagem visceral, sua recusa em se conformar às normas de Hollywood e sua dedicação ao realismo continuam a influenciar novas gerações.

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Mais do que um ator, Brando foi um símbolo de rebeldia e inovação. Seu nome permanece como um dos pilares da arte dramática, provando que a atuação pode ser muito mais do que simplesmente representar – pode ser uma forma de verdade e transformação.

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