Considerada patrimônio mundial pela Unesco em 2001, a cidade de Acre (Akko, em hebraico) é o ponto de encontro entre o leste e o oeste de Israel. Em um breve passeio pela região se vê desde ruínas da fortaleza dos Cruzados até o porto, com restaurantes que servem frutos do mar fresquinhos.
Logo na chegada, encontra-se a Cidadela de Acre. Construída nos séculos XVIII e XIX (período dos otomanos) sobre a cidade dos Cruzados, ela foi alvo de diversas tentativas de invasão. Ainda nos dias de hoje, balas de canhões espalhadas pelo jardim lembram a época em que Napoleão Bonaparte tentou, em vão, dominar a região, no ano de 1759.
Mais à frente ficam o Museu Municipal de Acre, no qual a sala principal retrata o tradicional banho turco, e uma cidade subterrânea construída no século XII pelos Cruzados. O local servia de quartel general, hospício e enfermaria para peregrinos e cavaleiros. Lá, a cripta de São João chama atenção. Antigamente usada como refeitório, ela é composta por três colunas maciças que servem de suporte para um teto abobadado de 12m de altura.
Ainda no museu, uma das salas foi transformada em exposição permanente de esculturas modernas sobre os Cruzados. Outra é utilizada para apresentações musicais.
Acre também é conhecida por suas características árabes. No mercado típico oriental, com barracas espalhadas pela principal via da Cidade Velha, são vendidas roupas típicas, doces de castanha, peixes frescos, especiarias e até brinquedos.
Pouco antes de chegar ao porto, a Mesquita de Al-Jazaar, finalizada em 1781, dá um colorido a mais à região. Vizinha dela, a pousada Khan Al-Umdan, uma das quatro existentes por lá, merece uma visita. Com a torre turca do relógio, ela foi construída em 1906 em homenagem a Abdul Hamid II.
Para finalizar o tour, nada como uma pausa para almoçar em um dos restaurantes nos arredores do porto. Poderoso na época dos Cruzados, o porto de Acre atualmente conta apenas com barcos para pesca e passeios turísticos.