Script = https://s1.trrsf.com/update-1739280909/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
AO VIVO
Quer curtir o carnaval? Veja programação de blocos em Salvador, Rio e São Paulo

Com hiperfoco na ‘Columbia Pictures’, adolescente autista recria cena e conquista as redes sociais

Pedro tem um hiperfoco especial na imagem da produtora norte-americana e um de seus hobbies favoritos é recriar a abertura de filmes

31 jan 2025 - 04h59
Compartilhar
Exibir comentários
Pedro tem um hiperfoco especial na imagem da Columbia Pictures
Pedro tem um hiperfoco especial na imagem da Columbia Pictures
Foto: Reprodução/Instagram:@jknine_maedopedro

Quem gosta de assistir a filmes certamente já viu a icônica abertura da Columbia Pictures, produtora norte-americana conhecida pela imagem de uma mulher erguendo uma tocha. Mas você vai se surpreender com a história de Pedro, um jovem de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que recriou a famosa abertura e vem conquistando muitos admiradores nas redes sociais.

Morador da Vila Emil, bairro no município de Mesquita, no Rio de Janeiro, Pedro tem um hiperfoco especial na imagem da Columbia Pictures. Um de seus hobbies favoritos é recriar a abertura dos filmes da produtora norte-americana.

Foi com criatividade e os materiais que tinha à disposição, que o jovem começou a reproduzir a famosa cena. Usando tecidos que encontrou em casa, ele se envolve habilmente, criando uma espécie de túnica que remete ao estilo grego. Em seguida, ergue o braço com determinação, como se segurasse a tocha simbólica. E, assim, ele se transforma: deixa de ser Pedro e vira sua própria versão da icônica figura da Columbia Pictures — o "Pedro Columbia Pictures", como carinhosamente o chamam.

A paixão de Pedro pela abertura da Columbia Pictures é compartilhada por sua mãe, Jaqueline Cirilo de Lima, em suas redes sociais. No Instagram e no TikTok, onde já acumula quase 90 mil seguidores, Jaqueline documenta não só os vídeos das recriações do filho, mas também o dia a dia da família e a rotina de Pedro.

Recentemente, após tantas publicações nas redes sociais, Pedro ganhou um presente especial: uma roupa idêntica à da figura icônica da Columbia Pictures. O traje foi confeccionado com carinho por membros da igreja que sua família frequenta e, agora, suas encenações estão ainda mais realistas. Em entrevista ao Terra, Jaqueline compartilhou um pouco sobre o crescimento do perfil nas redes sociais e seu objetivo de informar sobre o Transtorno do Espectro Autista de forma leve e descontraída. 

"Eu sempre vi muitas mães mostrando o autista em momentos de surto ou crise. Mas eu queria mostrar o outro lado. Eles têm sim crises, e há muitos desafios, mas nem tudo é tristeza. Queria ajudar essas mães a sorrir, a enxergar o lado bom e a incentivar suas crianças da mesma forma", contou Jaqueline.

Ela também relatou que, desde então, muitas mães já enviaram mensagens agradecendo pelo conteúdo que ela compartilha. 

A descoberta do autismo

A mãe de Pedro conta que a família não desconfiava do autismo quando ele nasceu. "Quando ele tinha cerca de seis meses, percebi que ele não se firmava no colo como outras crianças da mesma idade. Foi aí que comecei a notar que ele era diferente", relembra. Na época, ela o levou ao médico, mas não recebeu nenhum diagnóstico.

Com um ano de idade, Pedro ainda não falava nem andava. Jaqueline o levou ao médico novamente, mas, mais uma vez, não houve um diagnóstico conclusivo. "Ele completou três anos e continuava sem falar ou andar. Eu já suspeitava que havia algo diferente, mas era difícil aceitar. Naquela época, havia pouca informação sobre autismo, e eu não estava mais com o pai dele", conta.

Por volta dos três anos, exames pedidos por um médico apontaram alterações relacionadas a convulsões que Pedro tinha quando era menor. Aos cinco anos, uma pediatra levantou a suspeita de autismo, mas Jaqueline relutava em colocá-lo na escola. "Ele só começou a falar as primeiras palavras aos cinco anos. Eu tinha muito medo de que ele sofresse bullying ou que a escola não estivesse preparada para recebê-lo", explica.

O diagnóstico e a superação

O diagnóstico definitivo veio após avaliações com um psiquiatra e um geneticista. "No início, foi difícil aceitar. Como mãe, fiquei assustada e preocupada com o futuro do meu filho. Mas, com o tempo, passei a compreender melhor. Sempre tratei o Pedro como uma criança comum, e isso foi fundamental para o seu desenvolvimento. Ele se tornou curioso, interessado e avançou muito", relata Jaqueline.

Atualmente, Pedro está no sétimo ano do ensino fundamental. Ele começou a frequentar a escola aos sete anos, e sua mãe destaca a importância de um ambiente escolar acolhedor e preparado para receber alunos com autismo. "Há escolas boas na cidade, mas muitas ainda não têm o suporte necessário. Acredito na luta por uma educação mais inclusiva", afirma.

Jaqueline ressalta que, há alguns anos, nunca imaginaria que o filho conseguiria ler, escrever e se desenvolver tanto. "As pessoas me diziam: 'Não coloque ele na escola, ele não vai aprender'. Mas, hoje, vejo que isso era falta de informação. Hoje, graças a Deus, temos mais recursos, médicos especializados e um suporte maior. Por isso, digo a outros pais: não deixem de colocar seus filhos autistas na escola. Eles podem se desenvolver muito", enfatiza.

A paixão por Columbia Pictures

Jaqueline conta que, desde pequeno, Pedro sempre teve um hiperfoco pela Columbia Pictures. Tudo começou quando ele assistiu a um filme da produtora e ficou fascinado pela abertura, especialmente pela imagem da mulher segurando a tocha. A partir daí, passou a tentar desenhar a figura icônica. Segundo a mãe, mesmo quando começou a frequentar a escola, esse era o desenho que ele mais gostava de fazer.

"Quando ele completou 10 anos, parou de desenhar e começou a recriar a cena com qualquer coisa que encontrava pela casa, até mesmo panos que estavam no quintal. Ele nunca parou com isso; sempre quer reproduzir a cena. Aqui na vizinhança, ele já ficou famoso. Certa vez, vi o portão aberto e, quando fui procurá-lo, descobri que ele tinha ido até a casa da vizinha para encenar a abertura da Columbia Pictures. Ele já é bem conhecido por aqui", conta a mãe, rindo.

Jaqueline também revela que Pedro adora cantar e dançar e que o sucesso do filho nas redes sociais já rendeu até propostas de parcerias. "Ele vem evoluindo tanto que até o médico me parabenizou. Fiquei tão feliz, porque antes eu ficava me perguntando: 'Será que vou conseguir?'. Por isso, quero dizer para as mães que estão lidando com o autismo ou receberam um diagnóstico recente: não desanimem. Nesse processo, temos umas às outras para nos apoiar", afirma.

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade
Seu Terra












Publicidade