Glúten engorda? O que acontece com quem corta ele da dieta?
O glúten é um tipo de proteína encontrada na semente de cereais como o trigo, a cevada, o centeio e em algumas variedades de aveia. Nos últimos anos, a busca por uma alimentação mais saudável tem levado muitas pessoas a repensar seus hábitos, seja por restrições alimentares ou simplesmente pelo desejo de uma dieta equilibrada.
Os produtos sem glúten ganharam destaque, impulsionados pela crença popular de que sua eliminação promove benefícios à saúde e auxilia na perda de peso.
No entanto, é fundamental esclarecer que o glúten não representa um risco para a maioria das pessoas. Sua função é conferir elasticidade e maciez a massas e pães.
A restrição ao glúten é indispensável para celíacos - pessoas que sofrem de uma intolerância severa à proteína, e para indivíduos com sensibilidade ou alergia, que podem experimentar desconfortos digestivos.
A nutricionista Janelle Smith, da UCLA, em entrevista à revista National Geographic, alerta para o papel do marketing na construção da má reputação do glúten. Segundo ela, a indústria alimentícia promoveu a ideia de que a ausência da proteína é sinônimo de saúde.
Estudos científicos, como um de 2019 citado pela National Geographic, questionam os benefícios da dieta sem glúten para a redução da inflamação em doenças como artrite reumatoide.
Além disso, a crença de que a dieta sem glúten emagrece ou melhora a saúde é um mito. A decisão de eliminar o glúten da alimentação deve ser individual e orientada por um médico, após avaliação de possíveis efeitos adversos.
O glúten não é um vilão para todos. A restrição é necessária apenas para celíacos e pessoas com sensibilidade ou alergia. Para os demais, uma dieta equilibrada e variada, com ou sem glúten, é a chave para a saúde.