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"Meu Twitter é falso", afirma o professor Pasquale

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O professor de português Pasquale Cipro Neto tem um aparelho celular comprado há anos, mas não usa (está sem crédito). Não suporta quem fala alto em lugares públicos, expondo sua vida particular. E já fez escândalos em avião quando viu alguém usando o aparelho. Quanto à internet, tem e-mail, que abre diariamente com fins profissionais, navega para saber noticias básicas. Mas agora está às voltas com seu perfil falso no Twitter, que tem mais de 46 mil seguidores. "Não fui eu quem criou. Vou tentar desabilitá-lo. Fiquei p... da vida quando soube da existência." Veja abaixo a opinião de Pasquale sobre as novas tecnologias:

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"Comprei um celular há vários anos e dei para os meus filhos também, porque acho que a questão de segurança é importante. Ainda funciona, não sei como, porque há anos não faço ligação dele e não coloco crédito. As únicas pessoas que sabem o número são minha mãe e meus quatro filhos, caso precisem ligar em alguma emergência. Se isso acontece, o que é raro, eles dão um toque. Retorno depois de algum telefone fixo ou do orelhão. Um dia tive de usá-lo para chamar a polícia, porque presenciei um assalto. Mas foi só isso.

O celular é uma coleira eletrônica, e o pior é que as pessoas se acham importantes com isso. Se consideram imprescindíveis, por exemplo, para a empresa em que trabalham, ficando disponível o tempo todo. É um absurdo. No primeiro corte, com ou sem celular, o funcionário pode estar na lista de demitidos. E é absolutamente ridículo ver e ouvir aqueles que falam alto em lugares públicos, abrindo sua vida aos quatro ventos. Já ouvi briga de marido e mulher; gente discutindo com o gerente do banco porque sua conta estava no vermelho. Se quiser fazer isso naquele momento, vai para um canto, fala baixo, coloca a mão na frente da boca. Eu não preciso saber nada da vida de ninguém. Se a pessoa me incomoda muito, tampo o ouvido com as mãos na frente dela. Tenho vontade de bater em quem age assim. Usar o celular dessa forma é uma exposição sem sentido da intimidade. É a banalização plena da vida, sem contar a total falta de respeito ao próximo.

No avião, quando alguém fala ao celular com as portas da aeronave ainda ou já fechadas, chamo a aeromoça, aviso o comandante. Faço escândalo mesmo, porque aquilo pode expor a aeronave a situações perigosas. O mesmo acontece nas unidades de UTI: o celular pode interferir no funcionamento dos aparelhos. É colocar a vida dos outros em risco.

Quanto à internet, uso diariamente para checar emails, mas de forma profissional. Quando estou viajando, mesmo para fora do país, tento entrar apenas por conta dos emails e saber algumas notícias importantes. Em geral, navego por alguns sites de informação. Já comprei produtos pela rede. E só. Contas bancárias, pago todas nos terminais de autoatendimento. Não confio na internet para isso.

Fiquei p... da vida quando soube que criaram um perfil meu no Twitter, inclusive com minha foto. É falso, não tenho ideia de quem fez isso. Mandei um aviso ao servidor do site. Recebi um retorno de que minha mensagem havia chegado, mas nada foi feito. Agora, vou pedir para a minha agente profissional que tente tirar do ar. Não sou eu que mexo naquilo. Entrei uma vez quando me avisaram que existia. Dizem que existem perfis meus também no Orkut. É tudo falso. Eu nem sei como se faz para acessar esses sites."

Fonte: Especial para Terra
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