Uma em cada 10 mulheres faz dieta a vida toda, diz pesquisa
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Michelle Achkar
A relação das mulheres com alimentação muitas vezes não é das mais saudáveis, já que o desejo de eliminar alguns quilinhos vive rondando a mente. Uma pesquisa aponta que 10% das representantes do sexo feminino passam a vida adulta toda tentando emagrecer.
A constatação é da empresa de medicamentos para perda de peso Omega Farma, que aponta que as razões para isso são a ineficiência dos métodos empregados, o que leva ao abandono do regime e à frustração pela falta de resultados. Muitas das pesquisadas disseram que a atitude mais comum é a de pular refeições completas na tentativa de perder peso. Outras lançam mão de cardápios restritivos, cortando grupos alimentares inteiros, como carboidratos. Os resultados, segundo a pesquisa, são negativos, uma vez que a tendência é ter episódios de comilança após alguns dias passando fome.
O site Female First, que publicou o estudo, enumerou algumas atitudes importantes para um emagrecimento saudável. Confira:
Manter um diário de alimentação - o objetivo é saber o que se está consumindo, já que petiscos e outras beliscadas podem não ser registradas pela mente. Pesquisas mostram que pessoas que anotam tudo o que comem e bebem tendem a perder peso duas vezes mais rápido do que as demais.
Não pular o café da manhã - não ingerir a primeira refeição do dia não ajuda a 'despertar' o metabolismo do corpo. Outro erro comum é achar que pulando o café é possível comer mais na hora do almoço.
Beber água antes das refeições - um estudo mostrou que beber dois copos de água antes de cada refeição ajuda a emagrecer. Um acompanhamento feito durante 12 semanas com 48 voluntários apontou o dobro de perda de peso nos que mantiveram o hábito.
Manter um diário de alimentação: o objetivo é saber o que se está consumindo, já que petiscos e outras beliscadas podem não ser registradas pela mente. Pesquisas mostram que pessoas que anotam tudo o que comem e bebem tendem a perder peso duas vezes mais rápido do que as demais
Doente e estressado: pode ter o sistema imunológico prejudicado. Isso acaba com a energia e suprime os hormônios da satisfação do apetite, tornando a perda de peso particularmente difícil. Reduza o consumo de açúcar e aumente a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, vitamina E, betacaroteno. Prefira corrida branda ou caminhada
Foto: Getty Images
Desmotivado e estressado: não se culpe pela falta de força de vontade. O estresse esgotou os hormônios de bem-estar. Baixos níveis estão ligados à depressão e torna o paciente sucetível a comer 'besteiras'. Tome suplemento de ômega 3, coma proteínas, reponha as bactérias probióticas do intestino e corte o açúcar. Faça exercícios ao ar livre
Foto: Getty Images
Cansado e estressado: quem tem o tipo de estresse "ligado" pode facilmente chegar ao tipo "cansado". O resultado são falhas que o deixam incapaz de funcionar sem açucar e estimulantes. Deixe de lado açúcar, café, álcool e cigarros. Hidrate-se com a ingestão de frutas e vegetais. Faça atividade física para reduzir os hormônios do estresse.
Foto: Getty Images
Ligado e estressado: é um dos tipos mais comuns de estresse e é particularmente prejudicial em longo prazo, porque desgasta a pessoa física e mentalmente. As glândulas adrenais (que controlam muitos hormônios do estresse) estão em sobrecarga, provocando aumento de apetite. Ingira proteínas, gorduras saudáveis e vegetais. Evite atividades competitivas
Foto: Getty Images
Hormonal e estressado: esse tipo de estresse afeta as mulheres por conta da instabilidade hormonal e costuma levar ao ganho de peso na parte inferior, como quadril e coxas. Reduza o consumo de álcool, carne, ovos e laticínios, que tendem a perturbar o equilíbrio hormonal. Coma soja fermentada e muita fibra. Exercite-se diariamente
Foto: Getty Images
Frio e estressado: têm sinais de que o estresse está atrapalhando a glândula tiroide (que controla o metabolismo). Saboreie menos açúcar e carboidratos refinados. Corte álcool e café. Não economize tempo com exercícios
Foto: Getty Images
Inchado e estressado: é aquele cujos problemas são causados pela insuficiência de bactérias benéficas no intestino, provocando desejo por açúcar, ganho de peso e incômodos digestivos. Aumente a ingestão de prebióticos naturais, que ajudam a promover as boas bactérias. Reduza açúcares, álcool e cafeína. Coma devagar e mastigue bem