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Entenda o que é cerclagem; cirurgia realizada por Ary Mirelle durante gravidez

Médicas explicam se procedimento oferece risco à gestante e ao bebê

1 abr 2025 - 16h21
(atualizado às 16h23)
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Ary Mirelle espera segundo filho de João Gomes e realizou uma cerclagem
Ary Mirelle espera segundo filho de João Gomes e realizou uma cerclagem
Foto: Reprodução/Instagram

Grávida, do segundo filho, Ary Mirelle, mulher de João Gomes, passou por uma cirurgia conhecida como cerclagem, nesta terça-feira (1).  Ela também já havia realizado o mesmo procedimento na gestação do primeiro filho, Jorge, de um ano. 

"Cerclagem deu certo, Joaquim tá bem e seguro", comemorou ela, acalmando seus seguidores. 

O que é cerclagem?

Durante a gestação normal, sem patologias, o colo do útero funciona como a sustenção da gestação para suportar o crescimento do órgão útero que originalmente  apresenta aproximadamente 7 cm de comprimento e vai se expandindo progressivamente com a evolução da gestação até o termo ( 9 meses) quando atinge aproximadamente uma altura uterina de 35 cm. 

"Porém, em algumas mulheres, este colo tem um tamanho menor que o mínimo necessário (2,5cm) para sustentar o crescimento do útero até o final da gestação e nesses casos a paciente pode evoluir com um trabalho de parto prematuro e indolor extremamente precoce associado a uma alta mortalidade do feto", explica a Dra. Natalia Castro, ginecologista e obstetra pela Febrasgo.

Quando a gestante apresenta o colo curto,  que pode ser uma característica individual da mulher congênito ou como consequência de algum procedimento cirúrgico anterior no colo uterino causando seu encurtamento, a cerclagem é uma opção de tratamento para esta situação. 

"É um procedimento cirúrgico que pode ser feito por via vaginal com pontos cirúrgicos ao redor do colo 'em bolsa' para proteger contra seu encurtamento dando maior sustentação à gestação para que ela evolua até o termo", complementa a médica.

Esse procedimento deve ser realizado idealmente até 16 semanas de gestação nos casos eletivos após o médico ter o diagnóstico da patologia ( Colo curto ou Incompetência Istimo Cervical). 

"Nos casos do colo uterino curto como já citamos acima o diagnóstico é feito através do USG transvaginal com o tamanho menos que 2,5 cm. E nos casos de Incompetência Istimo Cervical o diagnóstico é clínico baseado na história anterior da paciente",  complementa.

Nos casos de Traquelectomia anterior ou outras cirurgias do colo uterino ela pode ser realizada por via laparoscópica abdominal no momento que a paciente está passando pela cirurgia do colo e que tenha desejo de futuro reprodutivo. 

É de extrema importância para o diagnóstico a realização de um pré-natal de excelência e sempre seguir as orientações de seu obstetra.

Riscos da cerclagem

Segundo a médica Graziela Canheo, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana da La Vita Clinic, os riscos da cirurgia são:

  • Rotura prematura das membranas ovulares , quando ocorre a perda do líquido amniótico
  • Trabalho de parto prematuro
  • Corioaminionite, uma infecção intrauterina. 

"Essas complicações são mais frequentes se o colo uterino já estiver curto, com menos de 2,5 centímetros", explica.

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