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Parkinson atinge 1 a cada 100 idosos; tentar manter atividade é fundamental

9 abr 2010 - 17h52
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O mal de Parkinson é degenerativo, progressivo e irreversível. Não tem cura e atinge uma em cada 100 pessoas acima de 60 anos, segundo a Associação Brasil Parkinson (ABP). E apesar das barreiras impostas pela doença, cujo Dia Mundial é 11 de abril, uma das principais orientações dos especialistas é estimular os portadores a levar uma vida normal, dentro de suas limitações. Não é fácil, mas não faltam exemplos de pessoas que apesar de diagnosticadas há anos, mantém um ritmo por vezes difícil para quem não tem nada.

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O ator Paulo José, 73 anos, e há 17 com o diagnóstico, é um dos principais exemplos dessa batalha contra a doença. O trabalho é um dos "remédios" que usa contra a doença, além de seguir as orientações médicas. Está filmando o longa O Palhaço, dirigido por Selton Mello, integra o elenco de "Quincas Berro d¿Água", que estreia nas telonas em maio. Já declarou que a doença o obrigaria a ter uma vida mais calma, mas simplesmente não consegue.

O também ator Michael J.Fox, protagonista da trilogia de filmes "De Volta para o Futuro", dos anos 1980, luta contra o problema desde 1991. Interrompeu sua carreira por um período, teve complicações com alcoolismo e escreveu um livro chamado "Um Otimista Incorrigível". No ano passado, voltou à ativa na série de TV "Rescue Me", interpretando um paraplégico e recebeu um prêmio Emmy pela atuação. Também criou uma fundação para pesquisa da doença. Joga hóquei e golfe.

Depressão

Atividades bastante complicadas para um problema que causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular e desequilíbrio, além de alterações na fala e escrita. Por conta de tais dificuldades, muitos portadores se tornam reclusos, o que favorece o aparecimento também da depressão.

Segundo o neurologista Roberto Godoy, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, mais de 60% dos idosos que sofrem da doença são vítimas da neurose. "Nossa equipe atende cerca de 40 pacientes por mês e mais da metade deles apresenta algum grau de depressão. O tratamento não deve ser voltado apenas ao controle do Parkinson. Quem convive com o doente deve ficar atento também aos sintomas de depressão."

Trata-se de uma doença neurológica e foi descrita pela primeira vez pelo médico inglês James Parkinson, em 1817. A grande maioria dos pacientes tem os primeiros sintomas a partir dos 55 a 60 anos, embora pessoas mais jovens ou mais idosas também possam desenvolvê-los, como Michael J.Fox, que tinha 30 anos quando percebeu um tremor estranho num dos dedos. Mas nem sempre esse sintoma é o que aparece. O aposentado Oswaldo Antônio, de 86 anos, por exemplo, movimenta-se devagar e costumava cair com facilidade, sem apresentar os característicos tremores. Descobriu a enfermidade há seis anos após passar por uma série de médicos. Hoje, toma remédios que ajudam a diminuir os problemas. Ainda faz aulas de hidroginástica e de dança. "Os exercícios de dança são dirigidos à doença. Os movimentos são feitos enquanto estou sentado porque a dificuldade de fazer em pé é manter o equilíbrio."

Parkinsonismo

A doença de Parkinson é a principal forma de parkinsonismo, representando cerca de 70% dos casos, segundo a ABP. Surge devido à falta ou diminuição da dopamina. Esse quadro acontece pela degeneração das células (situadas na região do cérebro chamada substância negra) que a produzem. As outras formas de parkinsonismo têm causas diferenciadas, tais como infecções e traumas. O ex-pugilista americano Muhammad Ali desenvolveu o chamado parkinsonismo do pugilista, em consequência de traumas cranianos. Enquanto a doença de Parkinson é progressiva e não tem cura, determinados parkinsonismos (como o adquirido por meio de medicamentos, por exemplo) podem ser eliminados.

O problema é progressivo. O que determina a velocidade da piora provavelmente são fatores ligados ao metabolismo e à genética. "Mas não se conhece de forma definitiva os fatores que levam alguns pacientes a piorarem rapidamente com todo o tratamento instituído", disse Roberto Godoy.

Tratamento

O diagnóstico é feito pela exclusão da possibilidade de outras doenças. O médico chega a ele ao aliar ainda a história clínica do paciente ao exame neurológico. O tratamento logo no início permite uma vida ativa e, muitas vezes, retarda muito a evolução do problema. Vale apostar também em sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. A falta de cuidados, no entanto, gera uma piora progressiva, a ponto de tornar o doente completamente incapacitado, como informou Godoy.

A medicação tem como meta melhorar os sintomas. "O tratamento cirúrgico é reservado a alguns poucos pacientes em que a medicação não mais surte efeito. Entre as técnicas se inclui a estimulação de estruturas profundas no cérebro, como o marcapasso, com resultados satisfatórios quando indicado corretamente", afirmou Godoy.

Fonte: Especial para Terra
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