Conheça praias do mundo que recebem as feras do surfe
Durante todo o ano, campeonatos de surfe chamam atenção para praias de todas as partes do globo, atraindo multidões de amantes do esporte, curiosos e praticantes amadores.
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ideais para o surfe
Da pequena ilha africana de Reunião aos Estados Unidos, do misterioso Sri Lanka, à Austrália, listamos sugestões para curtir lugares de todos os continentes onde o surfe é o centro das atenções.
Europa - localizada na costa basca da França, a cidade de Biarritz é banhada pelo Oceano Atlântico e recebe etapas dos torneios mundiais organizados pela Associação de Surf Profissional (ASP). Entre suas diversas praias, a La Cote des Basques aparece como uma das preferidas para a prática da modalidade. O frio pode ser um problema: no inverno, a temperatura média é de 4°C, enquanto no verão costuma ficar em torno dos 23°C.
América do Norte - uma das cidades mais importantes para o surfe californiano é Santa Cruz, que abriga o primeiro museu de surfe do mundo e registra as chamadas "ondas assassinas", com cerca de 15 metros - a média da Califórnia é de 1,8 metro. Ainda nos EUA, não dá para deixar de fora o Havaí. O maior campeão da história do surfe, Kelly Slater, coloca na sua lista de santuários a Banzai Pipeline, região havaiana onde as ondas estouram a cerca de 100 quilômetros da praia, contra recifes espinhosos e cavernosos. Apesar de matarem inúmeros fotógrafos e surfistas, as ondas do Pipeline são "fantásticas e desafiadoras", diz.
América do Sul - o Brasil entra no circuito mundial de surfe principalmente com praias do sul e sudeste. Entre elas, destaque para a Praia da Joaquina, a leste do centro de Florianópolis, com ondas de 2,5 metros de altura. Antes de ir para a costa catarinense, o campeonato mundial teve sua etapa brasileira realizada por 12 anos na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Campeões como Kelly Slater e Sunny Garcia já deram show nas ondas da Barra, que também atingem cerca de dois metros.
Oceania - no sul do estado de Queensland, na costa leste da Austrália, fica a Snapper Rocks, região onde as ondas estouram contra rochas. Duas competições da ASP são disputadas aqui - o Quiksilver Pro e o Roxy Pro. No período dos campeonatos (fevereiro e março), as ondas ultrapassam os dois metros de altura e chegam a levar os surfistas por até dois quilômetros. Kelly Slater classifica essas ondas como "perfeitas, côncavas e rápidas".
Ásia - junto com Filipinas e Indonésia, o Sri Lanka é um dos expoentes do surfe na imensidão asiática. O destaque é a Baía de Arugam, no sul da costa oriental do país. O Arugam Point é o lugar que mais atrai praticantes do esporte, com ondas que chegam a 1,8 metro e possibilitam deslizar por até 400 metros. Pouco frequentado por estar escondido no norte da baía, o Pottuvil Point oferece ondas um pouco menores, mas que impulsionam por até 800 metros.
África - a Ilha de Reunião (departamento ultramarino da França que fica a cerca de 800 quilômetros de Madagascar, no Oceano Índico) já recebeu, em 1996, etapas do circuito mundial de surfe. O palco da competição foi o Gauche de Saint-Leu, na costa ocidental da ilha. Ali, as ondas são constantemente impulsionadas por ventos fortes e chegam a 180 metros de comprimento e cinco metros de altura, o que torna a praia perigosa para banhistas.