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Enjoo em navio? Saiba como manter a saúde em viagens longas

Movimentar-se durante viagens longas de avião, fazer paradas em trajetos de carro e apostar em exercícios antes de embarcar no navio são algumas dicas

12 fev 2015 - 13h09
(atualizado em 12/2/2015 às 15h10)
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Tudo o que você precisa neste verão é de uma viagem relaxante? Pois saiba que percursos longos de carro, avião ou ônibus podem trazer problemas à saúde, se não tomar alguns cuidados. Enjoos em cruzeiros também estão na lista de queixas comuns.

Foto: Reprodução

Para que os dias de descanso não se transformem em dor de cabeça, o Terra esclarece dúvidas sobre o assunto, com explicações do cirurgião vascular João Gualberto Diniz Jr., do Hospital Bandeirantes; e do clínico geral José Marcos Góis, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Em viagens de navio, quais são as queixas mais comuns?

Enjoos são muito comuns. “O mal do movimento, enjoo do movimento ou cinetose, na linguagem médica, caracteriza-se pela sensação de enjoo ou náusea quando se anda em qualquer meio de transporte ou se movimenta o corpo de forma inabitual, perturbando o sistema vestibular responsável pelo equilíbrio. Na verdade, trata-se de um chamado ‘conflito sensorial’, em que informações diferentes como visuais e de movimento se refletem como não-habituais”, explicou o cirurgião vascular Diniz. Além dos efeitos gastrointestinais, há também uma sensação de calor, tontura, respiração rápida, salivação e dor de cabeça, associados à palidez e sudorese fria. Atenção redobrada quando se tratar de alterações intestinais, principalmente as diarreias, que podem representar uma intoxicação alimentar de consequências graves, alertou o médico.

O que fazer para evitar enjoos nos cruzeiros?

Há alguns exercícios básicos para preparar o organismo para os efeitos sentidos pelo balanço da embarcação. “Exercícios como movimentar os olhos sem movimentar a cabeça e movimentar a cabeça sem movimentar os olhos, mantendo o olhar em um ponto fixo no horizonte”, ensinou Diniz. Outras dicas são evitar partes do navio que balancem mais e preferir o centro da embarcação em lugares mais altos. Fuja de odores fortes, de lugares de pouca circulação de ar e de excesso de bebidas alcoólicas, pois desidratam o labirinto (responsável pelo equilíbrio), prejudicando seu funcionamento. “Medicamento antiemético e antivertiginoso, como o dimenidrinato, principalmente os decorrentes de viagens e usados na gravidez, podem ser úteis, mas com orientação médica”, completou Diniz.

Por que depois de uma longa viagem de navio é comum ainda sentir sintomas desagradáveis?

“O ‘conflito sensorial’ se mantém, principalmente pelo desajuste no labirinto na sensação de movimentação não-habitual”, explicou Diniz. Após a viagem, as recomendações são manter alimentação saudável, sem bebidas alcoólicas, hidratação adequada e aguardar o reequilíbrio sensorial.

Em viagens longas de avião, ônibus e carro, quais problemas sérios com a saúde podem ocorrer?

Viagens longas de avião, ônibus ou carro, ou seja, aquelas que têm duração de cerca de oito horas ou mais, estão associadas a períodos prolongados de imobilidade. “A falta de movimentação das pernas durante a viagem acarreta em uma dificuldade do retorno do sangue pelas veias. Tal situação predispõe à trombose venosa profunda, que é a formação de um coágulo no interior da veia, impedindo a circulação de retorno venoso, e a sua consequência imediata mais temida é a embolia pulmonar, que pode levar a sério risco de morte”, explicou o cirurgião vascular Diniz.

Como evitar problemas em viagens longas?

É muito importante se movimentar durante o período de viagem para conseguir uma melhora no retorno venoso, principalmente dos membros inferiores, afirmou Diniz. “Procure, mesmo sentado, fazer movimentos com as pernas e rotacionar tornozelos para evitar inchaços e dores nos membros inferiores. Se puder, levante-se e faça alongamentos”, recomendou o clínico geral Góis.

“A movimentação (exercícios específicos)  no assento ou levantar-se quando possível deve ocorrer, pelo menos, a cada duas ou três horas no transcorrer da viagem”, comentou Diniz. Em viagens de carro ou ônibus, aproveite as paradas para “esticar” as pernas. No avião, sempre respeitando as orientações da tripulação, caminhe até o banheiro.  Não deixe também de se hidratar. O ideal é beber um copo de água a cada uma hora para evitar a desidratação, que causa irritação, sonolência e reduz a pressão arterial, como lembrou Góis.

Se vou dirigir por longas distâncias, quais são os cuidados que devo tomar antes de sair de casa e durante o trajeto?

Entre os cuidados essenciais estão uma boa noite de sono, alimentação leve e saudável (sem exageros, abusos de alimentos condimentados ou com excesso de sal), roupas e calçados confortáveis. Programe paradas para descer do carro e movimentar-se a cada, pelo menos, duas horas, por períodos de 15 minutos, tanto para o motorista quanto para os passageiros. “Tal atividade faz com que haja uma movimentação dos músculos da perna, principalmente na panturrilha, facilitando o retorno do sangue pelas veias”, explicou o cirurgião vascular Diniz.

Faz mal evitar beber água para não ter que ir ao banheiro com frequência?

Sim. “Hidratação é muito importante, pois faz com que haja uma maior facilidade de circulação, por conta de uma diluição tornando o sangue menos ‘viscoso’”, disse Diniz. O clínico geral Góis lembra que a desidratação também causa irritação, sonolência e reduz a pressão arterial. A hidratação deve ser contínua durante a viagem, sempre com pequenas quantidades de água, mas com frequência durante todo o período, indicou Diniz.

Como deve ser a alimentação antes de embarcar no carro, ônibus, avião e navio?

“Não embarque com a barriga cheia ou com fome, e evite refeições pesadas antes da viagem. Dessa forma, você diminui os riscos de enjoo”, ensinou o clínico geral Góis. Aposte em pratos saudáveis, leves e de fácil digestão.  Alimente-se com moderação. 

 Em viagens longas, pode-se apostar em remédios que induzem o sono?

O cirurgião vascular não recomenda a prática. “Diminuem a movimentação e predispõem a posições mantidas por tempo excessivo ou prolongado”, explicou o médico.

 Em qualquer viagem, quais cuidados ter em relação aos medicamentos de uso contínuo?

O clínico geral Góis recomenda manter seus medicamentos habituais em um local de fácil acesso, como nécessaires, e informar seus acompanhantes onde estão guardados. “Em casos de crises e dores, você terá facilidade para se medicar”, comentou. “Se você sofre com doenças como hipertensão ou diabetes, avise a equipe responsável pela viagem ou seus acompanhantes. Caso você tenha alguma alteração, todos estarão preparados para eventuais emergências”, acrescentou o médico. Se o período longe de casa for longo, não deixe de consultar seu médico e realizar um check-up preventivo.

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Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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