Script = https://s1.trrsf.com/update-1742912109/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Morro da Babilônia: onde fica e o que fazer lá

O Morro da Babilônia é um grande ponto turístico, principalmente por sua vista privilegiada, movimentando sua economia

20 mar 2025 - 20h56
(atualizado em 25/3/2025 às 07h21)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Morro da Babilônia, no Rio de Janeiro, é um exemplo de turismo social e sustentável, destacando iniciativas como trilhas ecológicas, rodas de samba, empreendimentos comunitários e o projeto Favela Orgânica, que incentivam renda e valorizam a cultura local.
Com vistas para locais do Rio de Janeiro conhecidos internacionalmente, Morro da Babilônia tem forte empreendedorismo turístico
Com vistas para locais do Rio de Janeiro conhecidos internacionalmente, Morro da Babilônia tem forte empreendedorismo turístico
Foto: Bert/Flirck

No imaginário popular, o nome Babilônia é associado aos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, que teriam existido onde hoje é o Iraque. No Rio de Janeiro, o Morro da Babilônia, que atrai turistas do Brasil e do Mundo, está na zona sul.

Voltando ao passado, os portugueses teriam associado as belezas naturais aos Jardins Suspensos da Babilônia, daí o nome. No século 18, construíram uma fortificação para vigiar a Baía de Guanabara. No início do século 20, a ocupação cresce. Chegou-se a projetar uma ligação entre os morros da Babilônia e da Urca, jamais concretizada.

Mostrar as belezas e realidades locais gera renda com turismo, forte no Morro da Babilônia, entre outras iniciativas empreendedoras dos moradores. Além das inúmeras histórias para contar e ouvir, a paisagem natural e a arquitetura servem de cenário para produções audiovisuais.

Orfeu do Carnaval, filme de 1959, gravado no Morro da Babilônia. Produção franco-brasileira venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Orfeu do Carnaval, filme de 1959, gravado no Morro da Babilônia. Produção franco-brasileira venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Foto: Divulgação

O filme feito por franceses e brasileiros, Orfeu do Carnaval, de 1959, ganhou o festival de Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para a França. Cite-se ainda Tropa de Elite e a novela Babilônia, de Gilberto Braga.

Onde fica o Morro da Babilônia?

 A comunidade está localizada entre os bairros de Botafogo, Urca, Leme e Copacabana. Abriga as favelas do Morro da Babilônia e do Chapéu Mangueira, que têm, juntas, 3.739 moradores, segundo o Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O nome Mangueira tem duas explicações. Por ser uma das principais áreas produtoras de manga no Rio de Janeiro, a Estrada de Ferro Central do Brasil batizou uma das estações com o nome da fruta. Já Chapéu Mangueira, nome da comunidade, se deve à Fábrica de Chapeus Mangueira, referência na área até a década de 1950.

Mirantes são a grande atração do Morro da Babilônia. Eles fomentam o turismo local, com empreendedores do território.
Mirantes são a grande atração do Morro da Babilônia. Eles fomentam o turismo local, com empreendedores do território.
Foto: Amastour Turismo

Como chegar ao Morro da Babilônia?

Além de muita história, os itinerários e trilhas levam a vistas maravilhosas como Pão de Açúcar, Cristo Redentor e praia de Copacabana. A localização privilegiada explica a força do turismo.

É possível chegar ao Morro da Babilônia de ônibus, metrô e teleférico com o Bondinho, linha turística. De ônibus, são ao menos cinco linhas. 

De metrô, a estação mais próxima está no Leme, menos de 15 minutos a pé até o Morro da Babilônia. De Bondinho, descendo na praia Vermelha, também são 15 minutos caminhando. O Bondinho é um marco turístico, projetando o nome do Brasil no exterior. 

Edson Vander, 42 anos, cria do Morro da Babilônia, é guia turístico. Seu trabalho é mostrar aspectos positivos e histórias dos moradores
Edson Vander, 42 anos, cria do Morro da Babilônia, é guia turístico. Seu trabalho é mostrar aspectos positivos e histórias dos moradores
Foto: Divulgação

O que fazer no Morro da Babilônia?

O turismo de trilha chegando, por exemplo, ao Mirante do Leme, é forte no território. Edson Vander, o Eddie, 42 anos, cria do Morro da Babilônia, é guia na favela. Atua há 24 anos como freelancer em diferentes agências. Para ele, o mais importante é falar para os turistas sobre os pontos positivos do território.

São vários: ações de reflorestamento, energia solar, alimentação com comida orgânica. “A minha proposta não é só levar o turista no Mirante. Não, cara; vamos andar pela favela, escutar um pouquinho sobre as pessoas, falar da história, das narrativas dos mais velhos”, explica Eddie.

Coletivo Inclusão, em parceria com o Projeto Amastour, leva pessoas com deficiência para fazer passeios turísticos no Morro da Babilônia
Coletivo Inclusão, em parceria com o Projeto Amastour, leva pessoas com deficiência para fazer passeios turísticos no Morro da Babilônia
Foto: Divulgação

Leonardo Dester, 35 anos, é guia de turismo no Projeto Amastour Turismo de Favela. Todos que trabalham no empreendimento são moradores do Morro da Babilônia e recebem formação no Projeto. Um dos valores praticados é a preservação da natureza, um patrimônio local, como o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca.

Para vencer as subidas e tortuosidades inevitáveis do morro, os guias promovem a acessibilidade em uma parceria com o Coletivo Inclusão, para levar pessoas com deficiências físicas aos pontos turísticos.

Coletivo Independente Família Campinho, a Família CMP, promove shows e eventos culturais que geram renda no Morro da Babilônia
Coletivo Independente Família Campinho, a Família CMP, promove shows e eventos culturais que geram renda no Morro da Babilônia
Foto: Divulgação

O Morro da Babilônia é palco para muita cultura. O Coletivo Independente Família Campinho, a Família CMP, é um grupo musical que promove campeonatos de pipas, eventos e, especialmente, rodas de samba.

Tiago de Jesus Severo, construtor, trabalha como apoio de som e, segundo ele, “o objetivo é promover a melhoria do local e ajudar as famílias que têm barracas. Está girando a economia do bairro”, diz.

Favela Orgânica: projeto local com mão de obra do morro

Mutirão do Favela Orgânica para plantar verduras e legumes no Morro da Babilônia: geração de renda sem desperdício de alimentos
Mutirão do Favela Orgânica para plantar verduras e legumes no Morro da Babilônia: geração de renda sem desperdício de alimentos
Foto: Divulgação

O Favela Orgânica emprega moradores do Morro da Babilônia e tem frentes como horta própria, restaurante e um livro aberto de receitas, escritas nos muros da favela. Elas colorem as ruas, incentivam a alimentação saudável e o não desperdício de alimentos.

O projeto conquistou diversos prêmios. A chefe de cozinha Regina Tchelly conta que “um dia quis tirar esse projeto dos meus sonhos e concretizá-lo. Juntei algumas mães da comunidade, fizemos uma vaquinha de cento e quarenta reais e realizei a minha primeira oficina. Não parei mais”, resume.

Fonte: Visão do Corre
Compartilhar
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se
Publicidade
Seu Terra












Publicidade