Rio - O risco de suspensão de dois anos por uso de passaporte falso, pedida pelo procurador italiano Carlo Proceddu, está roubando o sono de Jorginho Paulista, do Vasco. Além deste enorme problema, o lateral-esquerdo ainda convive com a indefinição quanto ao futuro. O empréstimo do jogador, cujo passe pertence à Udinese, termina dia 30 e o Vasco ainda não se pronunciou.
"Não sei nada sobre o meu futuro. O Vasco ainda não apresentou uma proposta e essa possibilidade de suspensão aumentou a indefinição do caso. É triste passar por tudo isso na melhor fase de minha carreira", lamentou Jorginho Paulista.
O jogador saiu do Brasil em 1997, com 18 anos e o título de campeão mundial sub-17 pela Seleção, para jogar no PSV. Um ano depois, deixou a Holanda e transferiu-se para a Udinese, da Itália, onde tudo aconteceu.
"O Udinese havia contratado muitos jogadores de fora da Europa. Foi então que me perguntaram se eu tinha algum parente europeu. Lembrei de um bisavô português e avisei ao clube. Pouco tempo depois me entregaram o passaporte português", lembra o lateral-esquerdo, que garante não ter havido má-fé.
Sob suspeita, Jorginho Paulista retornou ao Brasil no ano passado para jogar no Vasco, pelo qual conquistou as Copas Mercosul e João Havelange. O bom desempenho fez o jogador sonhar com a Seleção Brasileira. "Não posso garantir que o problema tenha influenciado para eu não ser convocado. Mas tenho sido elogiado por vários técnicos de peso. O Luiz Felipe convocou o Roger, que não vinha chamando tanto a atenção, para o lugar do Serginho. Como o Dida passa pelo mesmo problema que eu, o treinador pode ter evitado me convocar", analisou o lateral.
Exageros à parte, Jorginho mostra otimismo, porém não esconde a sua enorme tristeza com os problemas que vem enfrentando. "A Justiça italiana deve se pronunciar ainda esta semana e espero definir o meu futuro. Quero continuar no Vasco, mas tenho propostas de São Paulo e da Itália", revelou o jogador, sem citar nomes.